Fim da Segunda Guerra Mundial na Europa

Hoje lembramos o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. O que se seguiu à queda da Alemanha Nazista e seus desdobramentos?
Por
Lara Tannus
Data de Publicação
Editoria
Hoje na História

 

A famosa foto do beijo, que por muitos anos foi um símbolo do fim da guerra e um ícone romântico, recentemente foi alvo de polêmicas, uma vez que acredita-se que a enfermeira não tinha consentimento no beijo. (Arte: Ricardo Freire)
A famosa foto do beijo, que por muitos anos foi um símbolo do fim da guerra e um ícone romântico, recentemente foi alvo de polêmicas, uma vez que acredita-se que a enfermeira não tinha consentimento no beijo. (Arte: Ricardo Freire)


Há duas datas que marcam o fim da Segunda Guerra Mundial: 8 de maio de 1945, na Europa, pela queda da Alemanha Nazista; e 2 de setembro do mesmo ano, na Ásia, com a rendição do Japão após as bombas atômicas.

O professor Angelo de Oliveira Segrillo do Departamento de História da FFLCH da USP, comentou o contexto de devastação da Europa e o papel dos Estados Unidos para a recuperação econômica do continente no pós-guerra. 

Com seis anos de guerra, os conflitos fizeram com que muitas regiões ficassem devastadas, prejudicando a economia dos países envolvidos. Após o término, a Europa precisou se reerguer tanto social quanto economicamente. O docente explica que a recuperação econômica variou de região para região: “Os EUA não precisaram de recuperação, pois durante a Guerra não só sua economia não sofreu como cresceu muito com o fornecimento aos aliados. A Europa Ocidental, além de seus esforços próprios, contou com a ajuda do Plano Marshall norte-americano. A Europa Oriental se recuperou em aliança com a União Soviética. Os países da Ásia e da América Latina se recuperaram por suas próprias forças, em geral”.

Com a vitória dos aliados, a Alemanha e a Itália foram derrotadas, mas o Japão e os EUA continuaram em conflito. Segundo o professor, houve continuidade pelo forte espírito de militarização do Japão, o que somente as bombas atômicas conseguiram forçar o término. “Acho que questões militares e de honra nacional contaram mais que interesses puramente econômicos nesse caso”, finaliza Segrillo.