eventos

Atividades programadas pelo Centro Ángel Rama para o 1º semestre de 2015

 

 

1) Curso Teatro e Resistência - Dramaturgia dos Anos de Chumbo - Panorama Histórico 1968-1979. Módulo III. Promovido pelo Núcleo de Estudos Teatrais Décio de Almeida Prado, do Centro Ángel Rama, e ministrado pela Profa. Dra. Maria Sílvia Betti (FFLCH/DLM). As datas de início, término e de inscrições, bem como o horário e a sala, serão oportunamente divulgadas.

 

2) Curso de Língua e Cultura Guarani - Nível I, a cargo do Prof.Almir da Silveira, do Ateneo de Lengua y Cultura Guarani (Regional de São Paulo).

Período: de 13 de março a 3 de julho de 2015, das 12h às 14h, às sextas-feiras, na sala 109 do Prédio de Letras. O curso é gratuito e as inscrições deverão ser feitas por mensagem eletrônica para carama@usp.br até o dia 12/3/2015.

Certificados serão fornecidos pelo Centro ángel Rama mediante frequência mínima de 85% às aulas.

Os alunos que concluírem o curso receberão também um certificado internacional, outorgado pelo I.E.S. Ateneo de Lengua y Cultura Guarani (Paraguai).

 

3) Lançamento do Vocabulário Pedagógico Nheengatu-Português, elaborado por alunos do curso de Tupi, em data a ser oportunamente divulgada.

 

4) Minicurso: II Minicurso de Políticas Linguísticas e Povos Indígenas da América Latina, sob a coordenação do Prof. Dr. Eduardo de Almeida Navarro (DLCV e DLM/FFLCH). Todas as informações sobre o minicurso serão oportunamente divulgadas.

 

5) Evento comemorativo dos 80 anos da área de Tupi, em data a ser oportunamente divulgada. 

 

6) Evento comemorativo dos 30 anos do Centro Ángel Rama. O Programa e o cronograma serão oportunamente divulgados.

 

Atividades programadas para o 2º semestre de 2015

 

1) I Encontro Ángel Rama de Alunos de Graduação em Espanhol, em 15 e 16 de setembro de 2015. 

Justificativa

O I Encontro Ángel Rama de Alunos da Graduação em Espanhol se justifica pela necessidade de divulgação das pesquisas em língua e literaturas espanholas e hispano-americanas, produzidas pelas alunas e pelos alunos da graduação. Dessa forma, haverá maior valorização da pesquisa acadêmica de Iniciação Científica de discentes e docentes. Além disso, o Encontro será uma forma de integração entre ambas as categorias.

A organização do Encontro ficará a cargo de estudantes de graduação da área de Espanhol, com uma possível supervisão e apoio de docentes, além de pós-graduandos e pós-graduandas, que já possuem familiaridade com a organização de eventos. Será de grande importância o envolvimento e apoio do Centro Ángel Rama.

O Encontro de Alunos de Graduação em Espanhol Ángel Rama tem como inspiração o Encontro de Alunos de Graduação em Inglês como Língua Estrangeira (EAGiLE), organizado pela Profª Drª Deusa Maria de Souza Pinheiro Passos e por estudantes da Área de Estudos Linguísticos e Literários em Inglês do Departamento de Letras Modernas.

Uma vez que o Centro Ángel Rama (CAR) tem o estatuto de Centro de Estudos das Culturas e das Literaturas Latino-Americanas, a integração do CAR ao Encontro será mais do que oportuna, haja vista a atual situação da Universidade de São Paulo. Cumpre destacar que uma das ações diretamente relacionadas com o evento é a difusão do importante trabalho não apenas de Ángel Rama, mas do centro que leva seu nome.

O Encontro de Alunos de Graduação do Espanhol Ángel Rama busca suprir a carência de atenção à pesquisa durante a graduação, uma vez que a coloca em primeiro plano. Será, então, uma atividade que integrará de forma positiva discentes do primeiro ao último ano, no processo de formação de um pensamento crítico na Área de Língua Espanhola e Literaturas Espanholas e Hispano-Americanas. Somam-se a isso as propostas de socialização e difusão da pesquisa, bem como contribuições para os debates teóricos na Universidade de São Paulo.

 

Objetivos

O objetivo do Encontro é difundir e divulgar as pesquisas de Iniciação Científica, produzidas por estudantes de graduação da habilitação de Espanhol nas áreas de língua, literaturas (espanhola e hispano-americana) e tradução, além de dar maior visibilidade ao Centro Ángel Rama.

Além de propiciar o debate de ideias, o Encontro possibilitará participar do processo de organização de um evento, o que constitui uma fonte de aprendizado para o futuro pesquisador e a futura pesquisadora, e construirá um espaço integrador no qual o diálogo entre os diferentes ramos das pesquisas em nível superior poderá ser estabelecido.

O Encontro, organizado por alunas e alunos de graduação, servirá de incentivo para que as pessoas que desejam entrar para a habilitação em língua espanhola possam conhecer a diversidade de atuação que o curso oferece. O espaço também convidará à pesquisa e a uma valorização da produção discente e não apenas a reprodução de conhecimentos e saberes, pois o evento pretende resultar também em uma produção impressa e digital, a saber, uma revista criada por estudantes para estudantes.

 

Descrição

O I Encontro de Alunos de Graduação do Espanhol Ángel Rama integrará o calendário de atividades de celebração dos 30 anos de existência do Centro Ángel Rama, comemorados no ano corrente. Por esse motivo, a data para a sua realização está prevista para os dias 15 e 16 de setembro de 2015. Contudo, para as futuras edições, espera-se que o evento possa ocorrer próximo ao dia 30 de abril, data de nascimento do destacado escritor, acadêmico e crítico literário uruguaio, considerado por Antonio Cândido como o maior crítico literário da América Latina.

O evento compreenderá comunicações orais – apresentações de pesquisas de Iniciação Científica já finalizadas ou em andamento –, além de palestras que estarão a cargo de docentes a serem convidadas e convidados. Espera-se que o professorado possa apresentar a sua área, ou seja, é importante que haja ao menos um ou uma docente da área de língua, literatura espanhola e hispano-americana e tradução. As palestras serão distribuídas como segue: mesa de abertura, duas palestras em cada um dos dias do evento e mesa de encerramento.

Cabe destacar que, caso assim deseje, a aluna ou o aluno poderão apresentar um trabalho desenvolvido ao longo da graduação para alguma disciplina cursada, pois desse modo tal estudante receberá críticas e sugestões para o desenvolvimento de uma futura pesquisa científica. Estão previstas duas modalidades de participação: comunicadora/comunicador e ouvinte. 

O programa para o evento, a distribuição de tarefas e atividades, assim como seu cronograma serão discutidos pelas/os estudantes com interesse em participar da sua organização em data a ser definida, após o retorno das atividades letivas do primeiro semestre de 2015.

 

 

 

 

 

Atividades programadas pelo Centro Ángel Rama para o 2º semestre de 2014

 

 

1) SEMINÁRIO:O Vale do Ribeira, suas populações, água e produções de alimentos – os riscos à diversidade sociocultural e ambiental na América Latina. 
O objetivo deste Seminário é colocar em diálogo agricultores, representantes indígenas, representantes quilombolas, professores e moradores da região do Ribeira para a reflexão e discussão sobre a água, caminhos para a sua conservação e a importância da produção de alimentos em áreas rurais e urbanas.
Em parceria com o Grupo de Apoio aos Povos do Ribeira, o município de São Lourenço da Serra, a Universidade de São Paulo (Centro Ángel Rama - FFLCH), a ONG Nova Era e a ONG Humanaterra, a realização deste evento terá três mesas temáticas com a participação de Permacultores, pesquisadores, ativistas em Agroecologia e moradores dos municípios da região. 

 
As inscrições vão até o dia 11 de dezembro, com o envio dos seguintes dados: Nome completo,
Endereço completo (para correspondência e envio do Certificado), Data de Nascimento e
Profissão.

Haverá certificação pelo Centro Ángel Rama - Universidade de São Paulo (USP).

Local: Ginásio de Esportes, no. 55, Centro – São Lourenço da Serra - SP

 

 

1) O Cineclube do Centro Ángel Rama da FFLCH convida para a exibição de filmes sobre as Ditaduras HispânicasSerão apresentados os filmes:                            

1) Machuca  7/11

2) A história oficial (La historia oficial)  14/11

3) Vozes Inocentes (Voces Inocentes)  21/11

4) A língua das mariposas (La lengua de las mariposas)  28/11

5) O labirinto do fauno (El laberinto del fauno)  5/12

6) Kamchatka  12/12

7) Um lugar no mundo (Un lugar en el mundo) 19/12

 

As exibições ocorrerão às sextas-feiras em dois horários: às 13h, na sala 270, e às 17h30, na sala 212 do prédio de Letras.

Para maiores informações, entre em contato pelo e-mail: carama@usp.br

 

 

2)Curso Língua e Cultura Guarani - Nível I (reposição das aulas não ministradas em razão da greve), a cargo do Prof. Almir da Silveira, professor do Ateneo de Lengua y Cultura Guarani (Regional São Paulo).

 

Períodode 7 de março a 28 de novembro, às sextas-feiras, das 12 às 14h, na sala 209 do Prédio de Letras da FFLCH/USP.

 

Certificados serão fornecidos pelo Centro Ángel Rama mediante frequência mínima de 85% às aulas.

 

Os alunos que concluírem o curso também receberão um certificado internacional, outorgado pelo I.E.S. Ateneo de Lengua y Cultura Guarani (Paraguai).

 

 

3)Curso de Nheengatu. A ser ministrado por orientandos do Mestrado em Tupi (orientador: Prof. Eduardo Navarro) a partir da próxima semana (14/10), às terças (das 14h às 15h30), sextas (das 12h às 13h30) ou sábados (das 10h às 11h30). Haverá controle de frequência, avaliação e nota. Os interessados devem enviar mensagem para o endereço carama@usp.br, informando dia e horário de preferência do aluno. A sala em que o curso será oferecido será a 165 do Prédio de Letras

 

 

4)Cinco Encontros sobre Poesia Norte-Americana Moderna. Curso de Difusão Cultural Pós-Greve abrangendo os conteúdos não abordados no primeiro semestre letivo de 2014 de TÓPICOS DA POESIA (FLM 0574) mat./not.

Profa. Responsável: Maria Sílvia Betti (DLM e Centro Ángel Rama)

Público-alvo: interessados em geral. Os poemas a serem discutidos foram extraídos de edições bilíngues.

Dia da semana: Terças-feiras, das 18 às 19h30

Datas: 14, 21 e 28 de outubro, 04 e 11 de novembro

Local: Sala 110 do Prédio de Letras

Promoção: Centro Ángel Rama (Centro Interdepartamental da FFLCH-USP)

Serão concedidos certificados de participação aos alunos que comparecerem a todos os Encontros.

POETAS
W.H. Auden (Wynstan Hugh Auden) [1907-1973]
Charles Bukowsky [1920-1994]
Elizabeth Bishop [1911-1979]
Allen Ginsberg [ 1926 -1997]

 

AGENDA DE LEITURAS

 

14 de outubro

W.H. AUDEN

Collected poems / W. H. Auden; edited by Edward Mendelson. London: Faber, 1991.

As I walked out one evening : songs, ballads, lullabies, limericks and other light verse / by W.H. Auden ; selected by Edward Mendelson. London: Faber and Faber, 1996, c1995.

The dyer’s hand, and other essays / W. H. Auden. London: Faber, 1975.

Collected shorter poems, 1927-1957 / [by] W. H. Auden.

WASLEY, Aidan. The Age of Auden: Postwar Poetry and the American Scene. Princeton University Press. Princeton, NJ. 2011.

 

21 de outubro

CHARLES BUKOWSKY

Notas de um velho safado. Porto Alegre: L & Pm, 1985. Tradução de Poli Junior, Albino.

Factotum / Charles Bukowski. São Paulo: Brasilense, 1985. Tradução de Knapp, Carlos H.

Cartas na rua / Charles Bukowski. 6. ed. São Paulo: Brasiliense, 1987. Tradução de Felinto, Marilene e Martins, Alberto Alexandre.

Pulp / Charles Bukowski; tradução Marcos Santarrita. Porto Alegre: LPM, 1995.

Essa loucura roubada que não desejo a ninguém a não ser a mim mesmo amém / Charles Bukowski; Fernando Koproski, seleção e tradução.

Essa loucura roubada que não desejo a ninguém a não ser a mim mesmo amém / Charles Bukowski; Fernando Koproski, seleção e tradução. Rio de Janeiro: 7Letras, 2012. Tradução de Koproski, Fernando.

 

28 de outubro

ELIZABETH BISHOP

BISHOP, Elizabeth. O iceberg imaginário e outros poemas /seleção, tradução e estudo crítico Paulo Henriques Britto. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

__________________. Uma arte: as cartas de Elizabeth Bishop: incluindo cartas inéditas / seleção e organização (edição americana), Robert Giroux; seleção (a partir da edição americana), Carlos Eduardo Lins da Silva, João Moreira Salles; tradução, Paulo Henriques Britto. São Paulo, SP: Companhia das Letras, 1995.

_______________. The Complete Poems. New York: Straus and Giroux, 1969.

________________. Esforços do afeto: e outras histórias. Tradução Paulo Henriques Britto. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.

________________. Poemas do Brasil. Tradução Paulo Henriques Britto. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

________________. Poemas. Antologia organizada a partir de The Complete Poems: 1927-1979. Tradução e seleção Horácio Costa. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

________________. Questions of Travel (poems). New York: Farrar, Straus and Giroux, [1965

BOSI, Viviana. Correspondences: Elizabeth Bishop read by John Ashbery. In Almeida, Sandra R. G; Gonçalves, Gláucia R.; Reis, Eliana L. L. The art of Elizabeth Bishop. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2002 Belo Horizonte: Editora UFMG, 2002. p. 135-141

FERREIRA, Armando Olivetti. Recortes na paisagem: uma leitura de “Brazil” e outros textos de Elizabeth Bishop. Tese de doutorado. Apresentada ao Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP em 2009. Disponível ewww.teses.usp.br/teses/.../8/.../ARMANDO_OLIVETTI_FERREIRA.pdf   

 

04 e 11 de novembro

ALLEN GINSBERG

CLEMENTE, Fabrício Carlos. Estilhaços de Visões: poesia e poética em Roberto Piva e Claudio Willer. Dissertação de Mestrado apresentada ao Depto de Teoria Literária e Literatura Comparada da FFLCH-USP. 2012. Disponível em: www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/.../2012_FabricioCarlosClemente.pdf

GINSBERG, Allen. Kaddish and other poems 1958-1960. California: City Lights Books, 1970.

________________. Vivo: Kaddish e outros poemas (1953-1960). [Trad.] Claudio Willer. Porto Alegre: L & PM, 1984.

 

VONO, Augusta. Allen Ginsberg: Portais da Tradição. São Paulo: Massao Ohno, Coleção Universitária, 1986.

 

 

5)Experimento dramatúrgico: Leitura de intervenção e reflexão: "Auto dos 99%", do CPC da UNE (1962), e “Auto da Universidade Pública” (2014)

 

Profa. Dra. Maria Sílvia Betti

 

Proposta

O "Auto dos 99%” foi escrito por ativistas do CPC da UNE em 1962, por ocasião dos debates sobre a Reforma Universitária.

O que se propõe neste experimento é que os interessados em participar leiam antecipadamente o texto do “Auto” histórico original e preparem, individual ou coletivamente, sugestões de reelaboração ou de atualização de todas as cenas ou trechos de cenas em que se fizer necessário alterar algo para que se tenha um “Auto” da Universidade pública em 2014.

As sugestões serão apresentadas informalmente e debatidas a seguir. O fio da meada histórico será o paralelo entre o contexto da criação do “Auto” do CPC, em 1962, e o momento atual.

Os interessados em receber o texto do “Auto dos 99%” em pdf devem enviar um email para o seguinte endereço:

mariasilviabetti@gmail.com

 

Dia 29 de setembro, das 18h30 às 21h

 

Sala 209 do Prédio de Letras da FFLCH-USP

 

 

 

 

 

Atividades programadas pelo Centro Ángel Rama para o 1º semestre de 2014

 

AS VAGAS PARA ESTE CURSO JÁ FORAM PREENCHIDAS

1) Curso Teatro e Resistência: Dramaturgia dos Anos de Chumbo - Panorama Histórico 1968-1979. Módulo III. Promovido pelo Núcleo de Estudos Teatrais Décio de Almeida Prado, do Centro Ángel Rama, e ministrado pela Profa. Dra. Maria Sílvia Betti (FFLCH-DLM). Às segundas-feiras, a partir de 10 de março, das 18h30 às 21h, na sala 172 do Prédio de Letras.

Isento de taxas

Inscrições: abertas até 7 de março. Enviar mensagem contendo nome completo para carama@usp.br

(Observação: alunos que não cursaram os dois módulos anteriores também poderão matricular-se)

Início: 10/3/2014

Término:30/6/2014

Público-alvo: alunos de graduação e pós, professores e alunos das redes públicas de ensino, membros da comunidade USP e interessados em geral.

Certificados de participação serão concedidos mediante a frequência mínima de 85% de às aulas.

 

Objetivos

Introduzir, contextualizar e discutir as formas pelas quais a dramaturgia brasileira do período compreendido entre 1968 e 1979 representou as perspectivas de luta contra a ditadura militar.

 

PROGRAMA

A crítica de João Apolinário [1964-1968]: um retrospecto histórico do trabalho do Grupo Opinião, do Rio de Janeiro,  do Teatro de Arena, de São Paul, e do trabalho crítico de João Apolinário.

“Roda Viva”, de Chico Buarque (1967)

“Papa Highirte”, de Oduvaldo Vianna Filho (1968)

“Vargas, ou Dr. Getúlio, sua vida, sua glória”, de Dias Gomes (1968)

“As confrarias”, de Jorge Andrade (1969)

“Frei Caneca”, de Carlos Queiroz Telles (1972)

“Calabar”, de Chico Buarque e Ruy Guerra (1972)

“Missa Leiga” de Chico de Assis, (1972)

“Rasga Coração”, de Oduvaldo Vianna Filho (1974)

“A resistência”, de Maria Adelaide Amaral (1976)

“Patética” de João Ribeiro Chaves Netto (1977)

“Murro em ponta de faca”, de Augusto Boal (1978)

“Sinal de vida”, de Lauro César Muniz (1979)

“Ópera do Malandro”, de Chico Buarque (1979)        

“Campeões do mundo”, de Dias Gomes, (1979)

“Pensão Liberdade”, do Grupo Forja (1979)

“Bumba meu Queixada”, do Grupo União e Olho Vivo (1979)

 

BIBLIOGRAFIA

ALMADA, Izaias. Teatro de Arena. Uma estética da resistência. São Paulo: Boitempo, 2004.

APOLINÁRIO, João. A crítica de João Apolinário. Memória do Teatro Paulista de 1964 a 1971Ministério da Cultura, Petrobrás, Imagens, 2013.

BOAL, Augusto. Hamlet e o Filho do Padeiro. Memórias Imaginadas. Rio de Janeiro: Record, 2000.

COSTA, Iná Camargo. A Hora do Teatro Épico no Brasil. São Paulo: Graal, 1996.

FREDERICO, Celso. A Política Cultural dos Comunistas. In: QUARTIM DE MORAES, João (Org.). História do Marxismo no Brasil. v. IIITeses e Interpretações. Campinas: Editora da UNICAMP, 1998.

GARCIA, Silvana. Teatro da militância: a intenção do popular no engajamento político. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2004.

GOMES, Dias. Apenas um Subversivo. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 1998.

GUERRA, Marco Antonio. História e Dramaturgia em Cena (década de 70). São Paulo: Annablume, 2004.

PEIXOTO, Fernando. Teatro em Pedaços 1959-1977. São Paulo: Hucitec, 1980.

___________________. Teatro Oficina. Trajetória de uma Rebeldia. Brasiliense, 1982.

____________________. (Org) Vianinha: Teatro, Televisão, Política. São Paulo: Brasiliense, 1983.

____________________. Teatro em Movimento. São Paulo: Brasiliense, 1985.

____________________. Teatro em Questão. São Paulo: Hucitec, 1989.

____________________. Um Teatro Fora do Eixo.São Paulo: Hucitec, 1997.

____________________. Teatro em Aberto São Paulo: Hucitec, 1997.

____________________. Reflexões Sobre o Teatro Brasileiro (1963-1982) de Yan Michalski. Organização F. Peixoto. Funarte (seleção de críticas), 2004.

ROSENFELD, Anatol. O Mito e o Herói no Moderno Teatro Brasileiro. São Paulo: Perspectiva, 1996.

URBINATTI, Tin. Peões em Cena. São Paulo: Hucitec, 2011.

VARGAS, Maria Thereza; MAGALDI, Sábato. Cem Anos de Teatro em São Paulo: 1875-1974. São Paulo: SENAC, 2000.

VIANNA, Deocélia. Companheiros de Viagem. São Paulo: Brasiliense, 1984.

 

 

AS VAGAS PARA ESTE CURSO JÁ FORAM PREENCHIDAS

2) Curso Políticas Linguísticas e Povos Indígenas da América Latina, sob a coordenação do Prof. Dr. Eduardo de Almeida Navarro, Prof. Titular do DLCV/FFLCH. O curso será apresentado aos sábados, das 10h às 12h, com início em 15 de março e término em 12 de abril de 2014, na sala 212 do Prédio de Letras da FFLCH/USP.

 

Sinopse

A proposta deste minicurso é apresentar e discutir diferentes estratégias para o avivamento das línguas indígenas situadas na América Latina. Para isso se discutirá, considerando diferentes situações, como as línguas são instrumentos de poder.

 

Público-alvo: Alunos de graduação e pós-graduação, professores e alunos das redes públicas de ensino, membros da comunidade USP e interessados em geral. Não são necessários conhecimentos prévios sobre os temas.

 

Certificados serão concedidos mediante presença do aluno em 85% das aulas.

 

Inscrições abertas no endereço: carama@usp.br

 

Programa

I) Introdução (15 de março de 2014). Abertura do curso pelo Prof. Dr. Eduardo de Almeida Navarro, exibição e debate do filme “Conflito das águas/También la lluvia" (2010). 

II) (22 de março)- Escrita, Tradução e Onomástica como parâmetros de políticas linguísticas (Antônio Fernandes Góes Neto, João Paulo Ribeiro, Renato da Silva Fonseca, Lucas Blaud Ciola). 

III (29 de março)- Revitalização linguística na América Latina (Profa. Dra. Maria Stela González e Mário Ramão Villalva). 

IV) (5 de abril) - Literatura indígena e visibilidade dos povos indígenas (Profa. Dra. Maria Silvia Cintra Martins e Edson Krenak). 

V (12 de abril) - Normas, conflitos linguísticos, políticas linguísticas e suas representações: alguns casos latino-americanos (Prof. Dr. Adrián Pablo Fanjul e Camila de Lima Gervaz).

 

 

AS VAGAS PARA ESTE CURSO JÁ FORAM PREENCHIDAS

3)Curso Língua e Cultura Guarani - Nível I, a cargo do Prof. Almir da Silveira, professor do Ateneo de Lengua y Cultura Guarani (Regional São Paulo).

 

Períodode 14 de março a 27 de junho, às sextas-feiras, das 12 às 14h, na sala 209 do Prédio de Letras da FFLCH/USP.

 

O curso é gratuito e as inscrições devem ser feitas por mensagem eletrônica no endereço carama@usp.br até o dia 13/3.

Certificados serão fornecidos pelo Centro Ángel Rama mediante frequência mínima de 85% às aulas.

Os alunos que concluírem o curso também receberão um certificado internacional, outorgado pelo I.E.S. Ateneo de Lengua y Cultura Guarani (Paraguai).

 

 

4) Curso A crise da forma dramática (1880-1910), a cargo da Prof. Dra. Lara Biasoli Moler, pós-doutoranda do DLM/FFLCH. 
 
Períodode 26 de março a 30 de abril, às quartas-feiras, das 14h às 16h, na sala 167 do Prédio de Letras da FFLCH/USP.
 
Isento de taxas
 
Inscrições: de 13/3 a 25/3 ou até que as vagas sejam preenchidas, no endereço carama@usp.br
 
Apresentação
Em sua consagrada Teoria do Drama Moderno, Peter Szondi dedica um capítulo à chamada crise do drama, fundamentando-se na análise de peças que rompem com as convenções estruturais do drama, salientando a ruptura entre forma e conteúdo. Ibsen, Tchékhov, Strindberg, Maeterlinck e Hauptmann são os autores apreciados pelo crítico húngaro, expoentes desse novo teatro, seminal para a formação do drama moderno. 
 
Justificativa
Um dos desafios que a Teoria do Drama Moderno propõe ao leitor é o conhecimento das obras citadas e analisadas pelo autor. Assim, a proposta deste curso é promover não apenas o acesso a textos dramatúrgicos incontornáveis, mas principalmente uma leitura cuidadosa dessas peças em consonância com a perspectiva e a apreciação crítica de Szondi. 
 
Cronograma 
Aula 1 - 26 de março 
Os preceitos da peça bem-feita: As pequenas raposas, de Lillian Hellman. 
 
Aula 2 - 02 de abril 
Ibsen e a técnica analítica: John Gabriel Borkman. 
 
Aula 3 - 09 de abril 
Tchékhov e a ruína da ação dramática: As Três Irmãs
 
(Não haverá aula no dia 16 de abril por conta da Semana Santa).
 
Aula 4 - 23 de abril 
O drama estático de Maeterlinck: A Intrusa
O monodrama épico-lírico de Strindberg: A Mais Forte
 
Aula 5 - 30 de abril 
O drama social de Hauptmann: Os Tecelões
 
 
Bibliografia Básica 
ADLER, Stella. Sobre Ibsen, Strindberg e Chekhov. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002. 
BENTLEY, Eric. O dramaturgo como pensador. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991. 
CARLSON, Marvin. Teorias do teatro. Tradução de Gilson César Cardoso de Souza. São Paulo: Edusp, 1997. 
COSTA, Iná Camargo. Sinta o drama. Petrópolis: Editora Vozes, 1998. 
MENEZES, Tereza. Ibsen e o novo sujeito da modernidade. São Paulo: Perspectiva, 2006. 
PAVIS, Patrice. Dicionário de Teatro. São Paulo: Perspectiva, 1999. 
ROSENFELD, Anatol. O teatro épico. São Paulo: Perspectiva, 1989. 
RYNGAERT, Jean-Pierre. Introdução à análise do teatro. São Paulo: Martins Fontes, 1995. 
SARRAZAC, Jean-Pierre (Org.). Léxico do Drama Moderno e Contemporâneo. São Paulo: Cosac Naify, 2012. 
___. (Org.). Mise en crise de la forme dramatique (1880-1910). Études ThéâtralesLouvain-la-Neuve, Belgique: Centre d´Études Théâtrales de la Université Catholique de Louvain, n. 15-16, 1999. 
SZONDI, Peter. Teoria do Drama Moderno. São Paulo: Cosac Naify, 2001. 
___. Teoria do Drama Burguês. São Paulo: Cosac Naify, 2004. 
THOMASSEAU, Jean-Marie. O Melodrama. São Paulo: Perspectiva, 1984. 
WILLIAMS, Raymond. Tragédia Moderna. Trad. Betina Bischof. São Paulo: Cosac & Naify, 2002. 
___. Drama from Ibsen to Brecht. London: Chatto and Windus, 1952.

 

 

5)Palestra Experiência de leitura e escrita na periferia do capitalismo, a ser proferida pela Profa. Dra. Sandra Guardini Vasconcelos, do DLM/FFLCH/USP. Dia 15 de maio, às 14h, em sala a ser reservada e amplamente divulgada.

 

 

 

 

 

Atividades programadas pelo Centro Ángel Rama para o 2º semestre de 2013

 

 

1) Curso Teatro e Resistência: Dramaturgia dos Anos de Chumbo - Panorama Histórico 1964-1979 - Parte II. Promovido pelo Núcleo de Estudos Teatrais Décio de Almeida Prado, do Centro Ángel Rama, e ministrado pela Profa. Dra. Maria Sílvia Betti (FFLCH/DLM).O curso será oferecido às quartas-feiras, das 18h30 às 20h30, na sala 202 do Prédio de Letras da FFLCH.

Início: 14 de agosto de 2013

Término: 27 de novembro de 2013

Público-alvo: alunos de graduação e pós-graduação, professores e alunos das redes públicas de ensino, membros da comunidade USP e interessados em geral.

Isento de taxa

Certificados de participação serão concedidos mediante a frequência mínima de 85% de comparecimento às aulas.

Inscrições até 7 de agosto de 2013: enviar e-mail contendo nome completo para carama@usp.br

Objetivos: Apresentar, contextualizar e discutir as formas pelas quais a dramaturgia brasileira do período compreendido entre 1964 e 1979 se constituiu em uma das mais importantes formas de expressão da resistência contra a ditadura militar.

Programa:

"Arena conta Tiradentes", de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri (1966)

"Arena conta Bahia", de Augusto Boal, músicas de Gilberto Bil e Caetano Veloso (1967)

Peças integrantes da Feira Paulista de Opinião (1968)

"Vargas, ou Dr. Getúlio, sua vida, sua glória", de Dias Gomes (1968)

"Papa Highirte", de Oduvaldo Vianna Filho (1968)

"As confrarias" e "O Sumidouro", de Jorge Andrade (1969)

"Arena conta Bolívar", de Augusto Boal (1970)

"Heleny, Heleny, Doce Colibri", de Dulce Muniz

"Lembrar é resistir", de Analy Álvares e Izaías Almada

"Torquemada", de Augusto Boal (1971)

"Frei Caneca", de Carlos Queiroz Telles (1972)

"Calabar", de Chico Buarque e Ruy Guerra (1972)

"Missa Leiga", de Chico de Assis (1972)

"Rasga Coração", de Oduvaldo Vianna Filho (1974)

"Ópera do Malandro", de Chico Buarque (1979)

"Campeões do mundo", de Dias Gomes (1979)

"A invasão dos bárbaros", de Consuelo de Castro (1974)

"A resistência", de Maria Adelaide Amaral (1976)

"Ponto de partida", de Ginfrancesco Guarnieri (1977)

"Patética", de João Ribeiro Chaves Netto(1977)

"Murro em ponta de faca", de Augusto Boal (1978)

"Sinal de vida", de Lauro César Muniz (1979)

 

Bibliografia mínima (em ordem alfabética do sobrenome dos autores)

Obs.: Outras referências bibliográficas serão dadas ao longo do curso.

ALMADA, Isaías. Teatro de Arena. Uma estética da resistência. São Paulo: Boitempo, 2004.

BOAL, Augusto. Hamlet e o Filho do Padeiro. Memórias Imaginadas. Rio de Janeiro: Record, 2000.

COSTA, Iná Camargo. A Hora do Teatro Épico no Brasil. São Paulo: Graal, 1996.

FREDERICO, Celso. A Política Cultural dos Comunistas. In: QUARTIM DE MORAES, João (Org.). História do Marxismo no Brasil. Teses e Interpretações. Campinas: Editora da UNICAMP, 1988, v.III.

GARCIA, Silvana. Teatro da militância: a intenção do popular no engajamento político. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2004.

GOMES, Dias. Apenas um Subversivo. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 1998.

GUERRA, Marco Antonio. História da Dramaturgia em Cena (década de 70). São Paulo: Annablume, 2004.

PARANHOS, Kátia (Org.). História, teatro e política. São Paulo: Boitempo, 2012.

PEIXOTO, Fernando. Teatro em Pedaços (1959-1977). São Paulo: Hucitec, 1980.

__________. Teatro Oficina. Trajetória de uma Rebeldia. São Paulo: Brasiliense, 1982.

__________ (Org.). Vianinha: Teatro, Televisão, Política. São Paulo: Brasiliense, 1983.

__________. Teatro em Movimento. São Paulo: Brasiliense, 1985.

__________. Teatro em Questão. São Paulo: Hucitec, 1989.

__________. Um Teatro Fora do Eixo. São Paulo: Hucitec, 1997.

__________. Teatro em Aberto. São Paulo: Hucitec, 1997.

__________ (Org.) Reflexões sobre o Teatro Brasileiro (1963-1982) de Yan Michalski. Funarte, 2004. (Seleção de críticas).

ROSENFELD, Anatol. O Mito e o Herói no Moderno Teatro Brasileiro. São Paulo: Perspectiva, 1996.

SCHWARZ, Roberto. Notas sobre Cultura e Política (1964-1969). In: __________. O pai de Família e Outros Ensaios. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978. 

URBINATTI, Tin. Peões em Cena. São Paulo: Hucitec, 2011.

VARGAS, Maria Thereza; MAGALDI, Sábato. Cem anos de Teatro em São Paulo: 1875-1974. São Paulo: SENAC, 2000.

VIANNA, Deocélia. Companheiros de Viagem. São Paulo: Brasiliense, 1984.

 

2) Curso de Língua e Cultura Guarani - Nível II, a cargo dos Profs. Aizza Abdala e Almir da Silveira. O curso será oferecido de 23 de agosto a 29 de novembro, às sextas-feiras, das 12 às 14h, na Sala 169 do Prédio de Letras. O curso é gratuito e as inscrições devem ser feitas por mensagem eletrônica no endereço carama@usp.br, até 22/8.

 

3) Palestra Textos amazônicos e cultura latino-americana, a ser proferida por Lúcia Sá, Doutora em Literatura Comparada pela Universidade de Indiana (EUA) e Professora Titular de Estudos Brasileiros na Universidade de Manchester (Reino Unido). Dia 27/8, terça-feira, às 18h, na sala 209 do Prédio de Letras da FFLCH/USP

 

4) Curso Reflexões formais sobre a peça em um ato, a ser ministrado pela Profa. Lara Biasoli Moler. O curso será oferecido de 26/9 a 24/10, às quintas-feira, das 14 às 16h, na sala 161 do Prédio de Letras da FFLCH/USP. 

Apresentação

Praticada desde Eurípedes, a peça de um só ato ocupa lugar de relevo na história do drama moderno, mas ainda são relativamente escassos os estudos e trabalhos que propõem um exame analítico mais aprofundado acerca de sua forma.

Este minicurso tem como objetivo principal promover uma reflexão formal sobre as peças curtas, num percurso de leitura que vai de Maeterlinck e Strindberg a Beckett e Sartre, passando pela dramaturgia experimental de Tennessee Williams que, para muitos, é um dos grandes mestres da peça em um ato.

Justificativa

A proposta deste curso é contribuir com os estudos da peça em um ato do ponto de vista de sua forma e prática, promovendo, ao mesmo tempo, contato com textos dramatúrgicos de singular relevância na formação do drama moderno.

Bibliografia Básica

Betti, Maria Sílvia. “Tennessee Williams experimental e antirrealista”. In: MALUF, Sheila Diab; AQUINO, Ricardo Bigi de (Org.). Olhares sobre textos e encenações. Edufal, 2007. p.261-274.

Pavis, Patrice. Dicionário de Teatro. São Paulo: Perspectiva, 1999.

Rosenfeld, Anatol. O teatro épico. São Paulo: Perspectiva, 1989.

Ryngaert, Jean-Pierre. Introdução à análise do teatro. São Paulo: Martins Fontes, 1995.

Sarrazac, Jean-Pierre ( Org.). Léxico do Drama Moderno e Contemporâneo. São Paulo: Cosac Naify, 2012.

Szondi, Peter. Teoria do Drama Moderno. São Paulo: Cosac Naify, 2001.

 

5) Seminário - I Seminário Língua, Literatura e Cultura Guarani de São Paulo, 25/10, das 13h às 18h, na sala 107 do Prédio de Letras.

Objetivo: O Seminário tem como objetivo principal reunir pesquisadores que têm como escopo de investigação a língua guarani. O propósito é disseminar os aspectos culturais relacionados a essa língua e proporcionar o intercâmbio de estudos e perspectivas, sejam sociais, linguísticos ou pedagógicos - evidenciando a relevância do idioma guarani em vários âmbitos, inclusive no acadêmico, nacional e internacionalmente. Além de pesquisadores e professores brasileiros, participarão do evento especialistas vindos do Paraguay e da Argentina.

As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas até 23/10 pelo e-mail carama@usp.br.

Informações, contatos e mais detalhes sobre o Seminário podem ser visualizados no site: http://sites.google.com/site/seminarioguarani/home

https://www.facebook.com/events/210946555746509/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                          

              
 
 
 
 
 

 

 

Atividades programadas pelo Centro Ángel Rama para o 1º semestre de 2013

 

 

Inscrições encerradas desde 27 de fevereiro/2013

1) Curso Teatro e Resistência: Dramaturgia dos Anos de Chumbo - Panorama Histórico 1964-1979 (Parte I). Promovido pelo Núcleo de Estudos Teatrais Décio de Almeida Prado, do Centro Ángel Rama, e ministrado pela Profa. Dra. Maria Sílvia Betti (FFLCH/DLM). O curso será oferecido na FFLCH-USP, às terças-feiras, das 18h30 às 20h30, na sala 270 do Prédio de Letras da FFLCH.

Início: 19 de março de 2013

Término: 11 de junho de 2013

Público-alvo: alunos de graduação e pós-graduação, professores e alunos das redes públicas de ensino, membros da comunidade USP e interessados em geral.

Isento de taxa

Certificados de participação serão concedidos mediante a frequência mínima de 85% de comparecimento às aulas.

Inscrições até 12 de março de 2013: enviar e-mail contendo nome completo para carama@usp.br

Obs.: A Parte II deste curso será oferecida no segundo semestre de 2013.

Objetivos: Apresentar, contextualizar e discutir as formas pelas quais a dramaturgia brasileira do período compreendido entre 1964 e 1979 se constituiu em uma das mais importantes formas de expressão da resistência contra a ditadura militar. Algumas das peças criadas nesse período ou referentes a ele são:

Opinião, de Oduvaldo Vianna Filho, Armando Costa e Paulo Pontes (1964)

Arena conta Zumbi, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri ( 1965)

Arena conta Tiradentes, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnnieri (1966)

Arena conta Bahia, de Augusto Boal, músicas de Gilberto Gil e Caetano Veloso (1967)

Vargas, ou Dr. Getúlio, sua vida, sua glória, de Dias Gomes (1968)

Papa Highirte, de Oduvaldo Vianna Filho (1968)

As Confrarias e O Sumidouro, de Jorge Andrade (1969)

Arena conta Bolívar, de Augusto Boal (1970)

Heleny, Heleny, Doce Colibri, de Dulce Muniz

Lembrar é Resistir, de Analy Alvarez e Izaías Almada

Torquemada, de Augusto Boal (1971)

Frei Caneca, de Carlos QueirozTelles (1972)

Calabar, de Chico Buarque de Holanda e Ruy Guerra (1972)

Missa Leiga, de Chico de Assos (1972)

Rasga Coração, de Oduvaldo Vianna Filho (1974)

A Invasão dos Bárbaros, de Consuelo de Castro (1974)

A Resistência, de Maria Adelaide Amaral (1976)

Ponto de Partida, de Gianfrancesco Guarnieri (1977)

Patética, de João Ribeiro Chaves Netto (1977)

Murro em ponta de faca, de Augusto Boal (1978)

Ópera do Malandro, de Chico Buarque de Holanda (1979)

Campeões do Mundo, de Dias Gomes (1979)

Sinal de Vida, de Lauro César Muniz (1979)

 

Bibliografia mínima (em ordem alfabética do sobrenome dos autores)

Obs.: Outras referências bibliográficas serão dadas ao longo do curso.

ALMADA, Isaías. Teatro de Arena. Uma estética da resistência. São Paulo: Boitempo, 2004.

BOAL, Augusto. Hamlet e o Filho do Padeiro. Memórias Imaginadas. Rio de Janeiro: Record, 2000.

COSTA, Iná Camargo. A Hora do Teatro Épico no Brasil. São Paulo: Graal, 1996.

FREDERICO, Celso. A Política Cultural dos Comunistas. In: QUARTIM DE MORAES, João (Org.). História do Marxismo no Brasil. Teses e Interpretações. Campinas: Editora da UNICAMP, 1988, v.III.

GARCIA, Silvana. Teatro da militância: a intenção do popular no engajamento político. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2004.

GOMES, Dias. Apenas um Subversivo. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 1998.

GUERRA, Marco Antonio. História da Dramaturgia em Cena (década de 70). São Paulo: Annablume, 2004.

PARANHOS, Kátia (Org.). História, teatro e política. São Paulo: Boitempo, 2012.

PEIXOTO, Fernando. Teatro em Pedaços (1959-1977). São Paulo: Hucitec, 1980.

__________. Teatro Oficina. Trajetória de uma Rebeldia. São Paulo: Brasiliense, 1982.

__________ (Org.). Vianinha: Teatro, Televisão, Política. São Paulo: Brasiliense, 1983.

__________. Teatro em Movimento. São Paulo: Brasiliense, 1985.

__________. Teatro em Questão. São Paulo: Hucitec, 1989.

__________. Um Teatro Fora do Eixo. São Paulo: Hucitec, 1997.

__________. Teatro em Aberto. São Paulo: Hucitec, 1997.

__________ (Org.) Reflexões sobre o Teatro Brasileiro (1963-1982) de Yan Michalski. Funarte, 2004. (Seleção de críticas).

ROSENFELD, Anatol. O Mito e o Herói no Moderno Teatro Brasileiro. São Paulo: Perspectiva, 1996.

SCHWARZ, Roberto. Notas sobre Cultura e Política (1964-1969). In: __________. O pai de Família e Outros Ensaios. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978. 

URBINATTI, Tin. Peões em Cena. São Paulo: Hucitec, 2011.

VARGAS, Maria Thereza; MAGALDI, Sábato. Cem anos de Teatro em São Paulo: 1875-1974. São Paulo: SENAC, 2000.

VIANNA, Deocélia. Companheiros de Viagem. São Paulo: Brasiliense, 1984.

 

 

 

 

 

 

 

 

  

Inscrições encerradas desde 27 de fevereiro/2013 

2) Curso de criação literária: Os sentidos e os ressentimentos da utopia. Ministrantes: Profa. Ana Rusche e Prof. Flávio Ricardo Vassoler.

Data e horário: de 6 de março a 24 abril de 2013, às quartas-feiras, das 17h30 às 19h30, na sala 270 do prédio de Letras da FFLCH.

Carga horária: 16h (8 encontros com 2 horas de duração cada).

Inscrições até 6 de março de 2013: enviar e-mail contendo nome completo para carama@usp.br 

Isento de taxa 

Perfil do público: Interessados em literatura em geral. Não é necessária formação específica, nem experiência prévia, basta gostar dos assuntos propostos e ter vontade de exercitar a escrita.

Sinopse: Os estertores da modernidade - da pós-modernidade, para alguns - transformaram os sentidos da utopia no ressentimento próprio à distopia. A partir de fragmentos de Dostoiévski, Kafka, Brecht, Beckett, Orwell, Le Guin e Atwood, entre outros, analisaremos as formas pelas quais tais escritores procuraram ressignificar o(s)sentido(s) de suas épocas em termos de novas categorias poéticas. O diálogo entre os autores dará vazão aos exercícios de escrita criativa para que alunos e professores tentem imaginar e (re)criar os sentidos e os ressentimentos do projeto máximo da modernidade: Neverland, o lugar nenhum da utopia.

O curso é constituído de duas frentes: uma frente crítica, em que serão debatidos textos de diferentes tradições literárias que perpassam o tema, e uma frente criativa, em que se concederá espaço aos participantes para produzirem contos, poemas e outros textos que dialoguem com os assuntos tratados.

Detalhamento: Os encontros serão estruturados de modo tanto a permitir aos participantes tanto debaterem aspectos críticos dentro do recorte literário proposto, quanto a fornecer subsídios aos exercícios de escrita.

Textos literários, cujos fragmentos serão analisados durante o curso: 

1. Memórias do Subsolo (l864), de Fiódor Dostoiévski. Tradução de Boris Schnaiderman. São Paulo: Editora 34, 2004.

2. "Pequena Fábula" (1920), de Franz Kafka. In: ______. Narrativas do Espólio. Tradução de Modesto Carone. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 138.

3 A Boa Alma de Setsuan, de Bertold Brecht (c. 1939).

4. Esperando Godot (1952), de Samuel Beckett. Tradução de Fábio de Souza Andrade. São Paulo: Cosac & Naify, 2010.

5. Confissões de um burguês e Libertação, de Sándor Márai. Tradução de Paulo Schiller. São Paulo: Companhia das Letras, 2006 e 2009, respectivamente.

6. O Caçador de Andróides, de Philip K. Dick.

7. A Mão Esquerda da Escuridão, de Ursula Le Guin (1969).

8. O Conto da Aia, de Margaret Atwood (1985). 

Obs.: Os textos serão lidos em português.

Base teórica:

Archaeologies of the Future: The Desire Called Utopia and Other Science Fictions (Poetics of Social Forms), de Fredric Jameson, Londres: Verso, 2005.

"Lírica e Sociedade e Posição do narrador no romance contemporâneo", de Theodor Adorno. In: Os Pensadores. Tradução de José Lino Grünewald et al. São Paulo: Abril Cultural, 1980. p. 193-208 e p. 269-276, respectivamente.

Metamorphoses of Science Fiction: on the Poetics and History of a Literary Genre, de Darko Survin, Yale University Press, 1979.

O escritor e seus fantasmas, de Ernesto Sábato. Tradução de Pedro Maia Soares. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

Problemas da Poética de Dostoiévski. Tradução de Paulo Bezerra. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2008.

Tudo o que é sólido desmancha no ar, de Marshall Berman. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. 

Ministrantes convidados:

Ana Rüsche (anarusche@gmail.com): Ana é Doutoranda na área de Estudos Literários e Linguísticos em Inglês pela FFLCH-USP, tendo o bacharelado em Letras, com habilitação em Língua Inglesa. Mestre em Direito Internacional (FD-USP) e bacharel em Direito pela mesma instituição. Escritora, estreou com o livro de poesia Rasgada (Quinze & Trinta, São Paulo, 2005), que recebeu tradução ao espanhol (Ed. Limón Partido, Cidade do México, 2008, tradução Alberto Trejo, rev. Alan Mills). Publicou Sarabanda (poesia, Selo Demônio Negro, São Paulo, 2007) e Nós que adoramos um documentário (poesia, Ed. Ouriversaria da Palavra, São Paulo, 2010, apoio ProAC - Secretaria de Estado da Cultura). Em prosa, publicou o romance Acordados (Ed. Amauta, Brasil, 2007). Possui participações em antologias e revistas literárias nos idiomas catalão, espanhol, inglês e português.

Flávio Ricardo Vassoler (within_emdevir@yahoo.com.br): Flávio é Mestre e doutorando em Teoria Literária e Literatura Comparada e bahcarel em Ciências Sociais pela FFLCH-USP. Entre 2008 e 2009 viveu em Moscou para estudar a língua de Fiódor Dostoiévski junto à RUDN, Universidade Russa da Amizade dos Povos. Escritor, seu primeiro livro, O Evangelho segundo Talião (Editora nVersos), encontra-se no prelo. Ministra cursos e palestras sobre literatura e cinema em instituições como a Casa das Rosas, o Museu Brasileiro da Escultura e a Casa do Saber. Desde agosto de 2009 atualiza periodicamente o Subsolo das Memórias, www.subsolodasmemorias.blogspot.com, página em que posta fragmentos de seus trabalhos literários e fotonarrativas de suas viagens pelo mundo.

 

3)Curso Literatura na América Latina: debates contemporâneos.Coordenação acadêmica: Profa. Dra. Ana Cecília Olmos, Profa. Dra.Laura J Hosiasson e Prof. Dr. Pablo Gasparini. Período de 6 de abril a 22 de junho, aos sábados, das 9h às 12h, na sala 107 do Prédio de Letras, Av. Prof. Luciano Gualberto 403, Cidade Universitária. Inscrições pelo e-mail carama@usp.br . Isento de Taxas

Proposta: Diversos temas, estilos e estratégias discursivas confluem no campo literário atual da América Latina sem que seja fácil definir tendências majoritárias. Essa diversidade é a principal característica assinalada por pesquisadores da literatura e pelos próprios escritores ao se referirem ao panorama literário contemporâneo. No entanto, é possível rastrear algumas linhas que permeiam esse espaço aberto da experimentação literária, circunscrevendo questões instigantes que estimulam o debate. O recurso ao traço autobiográfico e à memória, os usos do discurso histórico, a mistura de gêneros, tais como o ensaio, a crítica e o romance, o cruzamento da literatura com as artes contemporâneas (cinema, fotografia, artes plásticas), a experiência do exílio, do deslocamento e da crise da identificação com a língua e a cultura de origem, assim como as sempre complexas relações de escritura e política, configuram um conjunto rico de questões para discutir. A partir da análise crítica de alguns autores e de obras particulares dos anos 1970 até o presente, o curso procura aproximar-se de algumas dessas questões que permeiam o cenário atual da literatura em língua espanhola da América Latina. OS encontros abordarão  as obras de autores hispano-americanos tais como, Mario Bellatin, Sergio Chejfec, Fernando Vallejo, Juan Villoro, Roberto Bolaño, Tamara Kamenszain, Pedro Lemebel, Nestor Perlongher, Ricardo Piglia, Juan José Saer, entre outros. 

 

  1.Sábado 06 de abril –  Ana Cecilia Olmos

  Cartografias imaginárias: América Latina nos ensaios de Chejfec, Villoro, Volpi e     Bolaño

  2.Sábado 13 de  abril–Flavio Pereira

O questionamento das representações (históricas, pictóricas e literárias) na obra de Augusto Roa Bastos: uma leitura de dois contos

  3.Sábado 20 de abril Rafael Gutierrez

Fernando Vallejo: Os limites da ficção

  4.Sábado 27 de abril – Rafaela Procknov  e Débora Duarte 

  Representações do eu na literatura contemporânea hispano-americana

  5.Sábado 04 de maio –  Pablo Gasparini 

“Esa mujer” de Rodolfo  Walsh (1965), “Evita vive” de Néstor Perlongher (1975)  e “Néstor vive” de Washington Cucurto (2013) 

  6.Sábado 11 de maio – Jader de Souza 

Roberto Bolaño, uma aproximação à história como projeto literário 

  7.Sábado 18 de maio – Adriana Kanzeposlky 

Os ecos da memória: poesia e memória autobiográfica em Tamara Kamenszain 

  8.Sábado 25 de maio – Cristiane Checchia 

   A Geografia sem Atributos de Juan José Saer

  9.Sábado 08 de junho -  Idalia Morejón Arnaiz

A encruzilhada da narrativa e a arte contemporânea na obra de Mario Bellatin 

10.Sábado 15 de junho –  Liliana Marles 

La tejedora de coronas: Ciudad y mujer crecen juntas

  11.Sábado 22 de junho – Marcio de Pinho 

Conto e narrativa policial: Ricardo Piglia e o papel do ficcionista 

  12.Sábado 29 de junho -  Laura Janina Hosiasson 

Deboche, excesso e transgressão em Pedro Lemebel

 

Solicita-se que os alunos possuam domínio de leitura em espanhol, já que vários dos autores aqui analisados não têm tradução ao português.

 

Será concedido certificado de participação aos alunos com presença superior a 

 

 

Detalhamento do conteúdo das aulas:

 

Aula 1: Sábado 06 de abril –  Ana Cecilia Olmos

Cartografias imaginárias: América latina nos ensaios de Chejfec, Villoro, Volpi e Bolaño

Os ensaios de Sergio Chejfec, Juan Villoro, Jorge Volpi e Roberto Bolaño configuram mapas literários errantes que abandonam as devoções locais e dialogam com processos dinâmicos de re-significação cultural que desestabilizam os pressupostos positivos de uma identidade latino-americana. Para além dessas cartografias de leitura, em alguns de seus ensaios, esses escritores abordam o tema e refletem criticamente sobre as condições de possibilidade da literatura hispano-americana no contexto de processos culturais globalizadores que desestabilizam a demarcação de fronteiras e suas referências identitárias. A aula propõe um comentário crítico desse conjunto de ensaios. 

 

Aula 2: Sábado 13 de abril – Flavio Pereira

O questionamento das representações (históricas, pictóricas e literárias) na obra de Augusto Roa Bastos: uma leitura de dois contos

Propõe-se uma análise dos relatos “Frente al frente argentino” e “Frente al frente paraguayo” de Augusto Roa Bastos (1917-2005), que fazem parte da obra Los Conjurados del Quilombo del Gran Chaco (2001), composta por quatro escritores oriundos dos quatro países envolvidos na Guerra contra o Paraguai. [Nesta obra, ocorre a recriação de episódios do conflito, tendo como eixo central a possível existência de uma comunidade formada por fugitivos da guerra estabelecida em território paraguaio e citada pelo aventureiro inglês Sir Richard Francis Burton nas Cartas dos campos de batalha do Paraguai (1870), cuja primeira edição brasileira é de 1997.]

No primeiro conto Roa Bastos inventa um Bartolomé Mitre tradutor da Divina Comédia, que discute com Cándido López a tradução e reflete sobre as relações entre a criação artística e suas relações com a história e o poder. No segundo relato, inventa um encontro entre Richard Burton, Solano López e Elisa A. Lynch na selva paraguaia e a existência de um pintor paraguaio homônimo ao argentino Cándido López. Desta forma, o que se pretende com a análise dos contos é verificar as estratégias utilizadas pelo escritor para, por meio da ficção, questionar tanto as representações da história como as artísticas, privilegiadamente a literária, bem como os vínculos que elas mantêm umas com as outras. A metaficção e a carnavalização literária são dois procedimentos comuns a observar nestas narrativas curtas. 

 

Aula 3: Sábado 20 de abril – Rafael Gutierrez

Fernando Vallejo: os limites da ficção

Procuro abordar a questão dos limites entre a autobiografia, o ensaio e a ficção na obra do escritor colombiano Fernando Vallejo. Interessa-me analisar o tipo de enunciação que o autor constrói e que se apresenta de maneira muito similar tanto nos seus romances de corte autobiográfico, como em seus ensaios e biografias, problematizando as fronteiras entre os diferentes tipos de discurso (ensaístico, autobiográfico e ficcional). 

 

Aula 4: Sábado 27 de abril – Rafaela Débora

Representações do eu na literatura contemporânea hispano-americana 

Na presente exposição propomos discutir as representações do eu nas escritas da argentina Laura Alcoba e do mexicano Mario Bellatin. Na condição de estudiosos de narrativas da contemporaneidade nos deparamos com algumas questões intrínsecas ao tempo presente: a relatividade do pensamento, o esmorecimento das macro-narrativas, a própria fragmentação do sujeito, a diluição das fronteiras do gênero literário e o (aparente) desnudamento exacerbado do eu. Nesse sentido, observamos que a literatura contemporânea hispano-americana tem se mostrado avessa aos enquadramentos fixos, de modo que aquele que se entrega à literatura desse cenário multifacetado assume os riscos e contingências de sua prática (que não, necessariamente, encontrará fórmulas tranquilizantes, mas antes lacunas, vazios, indagações).

 

Aula 5: Sábado 04 de maio – Pablo Gasparini

“Esa mujer” de Rodolfo  Walsh (1965), “Evita vive” de Néstor Perlongher (1975)  e “Néstor vive” de Washington Cucurto (2013)

A aula propõe a leitura comparada de três contos argentinos que focando a questão da memória política peronista permitem refletir sobre as mudanças das relações entre trabalho estético, comunidade e literatura a partir da ressignificação de uma série de gestos e procedimentos comuns. 

 

Aula 6: Sábado  11 de maio– Jader de Muniz Souza

Roberto Bolaño, uma aproximação à história como projeto literário

A presente proposta se detém sobre o escritor chileno Roberto Bolaño (1953-2003). Buscamos entender a concepção de seu projeto literário, levado a cabo nas décadas finais do século XX, adentrando a partir daí a peculiar relação que o autor estabelece com a história recente da América Latina, especialmente com seu país natal e com o contexto da ascensão de Salvador Allende, o posterior golpe que o derruba e a ditadura militar implantada em 1973.

Pretendemos mapear a trajetória de consolidação do projeto literário de Roberto Bolaño e as temáticas predominantes em sua obra ficcional (?) para, assim, fazer uma aproximação ao romance Nocturno de Chile (2000). Nesse sentido, interessa-nos exercitar uma reflexão sobre o modo como nosso autor contribui desde o espaço da literatura e do romance para uma aguda revisão de um período histórico específico, as décadas de 1970/80 no Chile.

Diversos textos e referências podem ser evocados para este exercício, no entanto, é texto base o romance acima mencionado, o artigo Dez problemas para o romancista latino-americano, do crítico Ángel Rama e a obra Historia e imaginación literária, do professor e crítico argentino Noé Jitrik.

 

Aula 7: Sábado 18 de maio – Adriana Kanzepolsky

Os ecos da memória: poesia e memória autobiográfica em Tamara Kamenszain

Qual a pertinência de se ler a inscrição de uma memória  autobiográfica e de aquilo que poderíamos denominar  “o íntimo” em “El ghetto” (2003), “Solos y solas” (2005) e “El eco de mi madre” (2010) da poeta argentina Tamara Kamenszain, livros que postulam um diálogo entre si e que podem ser concebidos como três momentos no relato do luto: pelo pai, pela separação do casal, pela perdida da memória e posterior morte da mãe. Que tipo de memória constrói a poesia? Como a mesma se diz na língua do poema? Quais entrecruzamentos se estabelecem entre o eu lírico que se nomeia nos poemas e uma escritora que nas dedicatórias desses livros se posiciona no lugar da filha ou de irmã? São estas algumas das perguntas que nos formularemos nessa aula.

 

Aula 8: 25 de maio – Cristiane Checchia

  A geografia sem atributos de Juan José Saer

Na obra do escritor argentino Juan José Saer (1937-2005), a delimitação de um lugar singular para suas narrativas, a cidade de Santa Fé e arredores, é sem dúvida um dos traços mais significativos. Esse lugar, aparentemente bastante comum, configura-se como núcleo de uma radical experiência de estranhamento: nele, o narrador e os personagens saerianos enfrentam-se reiteradamente com a impossibilidade de qualquer tentativa de conhecimento do real, limite que paradoxalmente alimenta a escrita. Por meio da exploração desse espaço perceptivo particular, buscado em sua concretude sempre inalcançável, o autor vai desenhando simultaneamente um espaço simbólico, centro de uma verdadeira cosmogonia, que parece poder abarcar o universo inteiro.

Nesta aula, iremos percorrer a paisagem imaginária da zona santafesina em alguns dos contos de Saer, buscando a partir daí, conhecer os elementos irradiadores fundamentais de sua poética.

 

Aula 9: Sábado  08 de junho – Idalia Morejón Arnaiz

A encruzilhada da narrativa e a arte contemporânea na obra de Mario Bellatin

Na opinião do filósofo de arte Arthur Danto, a principal contribuição artística da década dos anos setenta foi a emergência da imagem apropriada, ou seja o “apropiar-se” de imagens com significado e identidade estabelecidos e outorgar-lhes significação e identidade frescas. Nesse sentido, proponho abordar duas das estratégias narrativas utilizadas por Mario Bellatin: a inserção de imagens fotográficas em Shiki Nagaoka, “una naríz de ficción” e biografía ilustrada de Mishima e a referencia a obras canónicas da arte contemporânea, como “El gran vidrio” de Marcel Duchamp e “Lecciones para una liebre muerta”, de Joseph Beuys, a partir das quais o autor mexicano compôs dois livros autobiográficos, nos quais tem dado lugar ao ambicioso projeto de “desaparecer”. 

 

Aula 10: 15 de junho – Liliana Marles

La tejedora de coronas: Ciudad y mujer crecen juntas

Como se ha dicho en repetidas ocasiones, Germán Espinosa exalta el mestizaje - mulataje de las tierras latinoamericanas y a partir de la re-creación de eventos del pasado, nos ha puesto frente al espejo, probablemente conla ilusión de efectuar en nosotros como en su personaje Genoveva Alcocer, un espasmo fruto del reconocimiento. Esta cartagenera centenaria es quizá el personaje más conocido de aquellos que Espinosa nos ha legado. Así, la novela La tejedora de coronas nos permite detenernos en las diversas formas literarias en que se funde la “Historia” con la Ficción, los usos de la oralidad y la letra, la construcción de la identidad femenina. A partir del diálogo que la novela establece con otras novelas latinoamericanas, abordaremos la complejidad de esta construcción narrativa en que Genoveva relata el viaje, que dura una vida y más, en que se levanta contra su destino de criolla, mujer y huérfana, para convertirse en constructora de la Ilustración en el Nuevo Mundo, mientras nos habla de cómo su ciudad es cubierta por la peste y de cómo esa misma ciudad y ella, se convierten en otras. 

 

Aula 11: Sábado 22 de junho – Marcio de Pinho Botelho

Conto e narrativa policial: Ricardo Piglia e o papel do ficcionista

Nessa aula pretendemos abordar dois eixos. O primeiro é uma explanação sobre a forma conto, tendo como ponto de partida as “Teses sobre o conto” do escritor argentino Ricardo Piglia. Em seguida, trataremos do gênero policial e das particularidades dos escritos da tradição norte-americana, o policial negro. Ao final da aula será analisado um conto de Piglia, “A louca e o relato do crime”, relato que demonstra a poética do autor e nos leva a um questionamento: qual o papel do escritor perante a sociedade?

 

Aula 12: 27 de junho – Laura Janina Hosiasson

Pedro Lemebel:  desbordamento, deboche, excesso e transgressão

A  obra de Lemebel , olhada em seu conjunto e para além dos múltiplos gêneros que ele pratica –performance, vídeo-texto, crônica, conto , romance-, pode ser pensada como um esforço por enfrentar a violência por meio da neutralização de seus pressupostos nos campos artístico e literário. Neste trabalho me proponho tentar apanhar algumas das estratégias disso que chamarei aqui provisoriamente, a ‘guerrilha da dessacralização’, em alguns dos seus livros de crônicas, romances e contos. 

 

4) Curso de Língua e Cultura Guarani - nível 1. MinistrantesProfa. Aizza Abdalla e Prof. Almir da Silveira. O curso será oferecido às sextas-feiras, de 22 de março a 5 de julho, das 12h às 14h, na sala 169 do Prédio de Letras da FFLCH/USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, 403). Inscrições devem ser feitas pelo e-mail carama@usp.br .  

 

5) Curso Imperialismo, América Latina e Brasil, ministrado por professores da FFLCH/USP, da UNICAMP e convidados, de 11 de abril a 4 de junho, nos Anfiteatros de História e Geografia. O tema será abordado sob as seguintes perspectivas:

Econômica: Plínio de Arruda Sampaio Jr. (Prof. do Instituto de Economia da UNICAMP) - 11 de abril, das 17h às 21h, no Anfiteatro de História da FFLCH.

América Latina: Osvaldo Coggiola (Prof. do Departamento de História da FFLCH/USP) - 19 de abril, das 19h30 às 22h, no Anfiteatro de História da FFLCH.

Agrária: Plínio de Arruda Sampaio (Formado em Direito pela USP, foi promotor público, deputado constituinte e presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária) - 24 de abril, das 19h30 às 22h, no Anfiteatro de História da FFLCH.

Direito: Jorge Luiz Souto Maior (Prof. do Departamento de Direito do Trabalho da Faculdade de Direito da USP) - 6 de maio, das 18h às 22h, no Anfiteatro de História da FFLCH.

Geopolítica: Leonel Itaussu de Almeida Mello (Prof. do Departamento de Política da FFLCH/USP) - 15 de maio, das 17h às 21h, no Anfiteatro de História da FFLCH.

Política: Francisco de Oliveira (Prof. do Departamento de Sociologia da FFLCH/USP) - 21 de maio, das 17h às 21h, no Anfiteatro de Geografia da FFLCH.

Sindical: Claudionor Brandão (Liderança sindical e funcionário demitido da Universidade de São Paulo) - 30 de maio, das 17h às 21h, no Anfiteatro de Geografia da FFLCH.

Educacional: Francisco Miraglia (Prof. do Departamento de Matemática da USP ) 4 de junho, das 17h às 21h, no Anfiteatro de Geografia da FFLCH.

Não serão necessárias inscrições, pois os Anfiteatros comportam grande número de pessoas. Serão fornecidos certificados mediante presença em 85% das aulas (presença em 7 aulas, registrada em folha de presença a cada aula).

 

6)Palestra O homem e o meio: narrativas e vivências sob diferentes perspectivas. Dia 15 de abril, às 18h, no Anfiteatro de História da FFLCH/USP. Trata-se de uma atividade organizada pelo Núcleo de Estudos e Ativismo Socioambiental, com apoio do Centro Ángel Rama. Não serão necessárias inscrições, uma vez que o espaço é amplo. Serão fornecidos certificados de participação.

 

7) Palestra Os desafios do homem contemporâneo à luz do Hinduísmo, por Purushatraya Swami Srila Atulananda Acarya, e lançamento do livro Sanidade Espiritual, de Purushatraya Swami, Mestre Espiritual do Movimento Hare Krisha, a convite do Prof. Dr. Eduardo Navarro, vice-diretor do Centro Ángel Rama, dia 3 de maio, às 11h40 (Srila Atulananda Acarya) e às 18h (Purushatraya Swami), na sala 107 do Prédio de Letras.

 

8) Exibição do documentário 1964 Um golpe contra o Brasil, seguida de debate com o diretor do documentário, Alípio Freire. Dia 5 de junho, às 17h, na sala 266 do Prédio de Letras.  

 

9) Debate A esquerda e as eleições de 2014: Análise de Conjuntura, Programa e Alianças, com Plinio de Arruda Sampaio Jr. (PSOL), Dirceu Travesso (PSTU) e Antonio Carlos Mazzeo (PCB). Dia 10 de junho, segunda-feira, às 19h, no Anfiteatro de História da FFLCH. O debate é parte de um Ciclo de debates sobre a Esquerda e as Eleições de 2014, que terá continuidade no segundo semestre de 2013 e durante o ano de 2014. 

 

10)Lançamento da 2ª. edição do livro A precarização tem rosto de mulher, organizado por Diana Assunção, seguido de debate. Em abril, em data a ser amplamente divulgada.

 

11) Lançamento do livro A Bíblia segundo Beliel: como tudo de fato aconteceu e vai acontecer, de Flávio Aguiar, escritor, pesquisador da USP e colunista da Carta Maior. O lançamento será seguido de debate. Primeira quinzena de junho, em dia a ser definido e amplamento divulgado.

 

12)Lançamento da Revista Língua e Literatura n. 30, edição comemorativa dos 40 anos da revista (em data a ser definida).

 

 

 

 

 

 

 

Atividades programadas pelo Centro Ángel Rama para o segundo semestre de 2012

 

1) CURSO DE DIFUSÃO CULTURAL: Modos de criação e produção no teatro de grupos da Cidade de São Paulo, a ser  ministrado por Dorberto Carvalho, Diretor da Cooperativa Paulista de Teatro, a convite do Núcleo de Estudos Teatrais Décio de Almeida Prado do Centro Ángel Rama.

Duração: de 23 de agosto a 8 de novembro de 2012, às quintas-feiras, das 19h às 22h, no Prédio de Letras da FFLCH/USP. (O número da sala será divulgado em breve).

Descrição: O curso é constituído de uma série de 12 (doze) encontros com duração de três horas e é destinado a proporcionar um panorama sobre os modos de criação e produção no teatro de grupos da Cidade de São Paulo e outras implicações, tais como a relação dos grupos teatrais com as formas de financiamento Público para a Cultura, bem como sua relação com o debate em torno da constituição de um TEATRO PÚBLICO inciado pelo movimento ARTE CONTRA A BARBÁRIE.

1º. Encontro: O movimento ARTE CONTRA A BARBÁRIE.

2º. Encontro: Um panorama do Financiamento Público para a Cultura no Brasil e o Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

Do 3º. ao 11º. Encontro: Modo de criação e produção teatral - sua relação com as políticas públicas de financiamento para a Cultura, com exposição de um grupo convidado, seguida de debate.

12º. Encontro: Debate " O que é um TEATRO PÚBLICO?"

Número de vagas: 85

Inscrições: Até 17 de agosto. Enviar nome completo e telefone para os e-mails dorbertocarvalho@yahoo.com.br e carama@usp.br

Histórico: No final dos anos 90, o movimento ARTE CONTRA A BARBÁRIE reabriu o debate sobre a implantação de políticas públicas para a Cultura, que resultou na elaboração da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. O movimento e a Lei de Fomento influenciaram a forma de organização da produção teatral da Cidade, com desdobramentos nas escolhas estéticas e no processo de criação. Passados mais de dez anos, é mais que apropriado realizar uma pequena mostra do modo de criação e produção dos grupos teatrais que de alguma forma receberam o influxo dessas duas grandes ações no cenário Político e Cultural da Cidade, reabrindo o debate em torno da constituição de um TEATRO PÚBLICO iniciado pelo movimento ARTE CONTRA A BARBÁRIE.

 

BIBLIOGRAFIA:

COSTA, Iná Camargo; CARVALHO, Dorberto. A Luta dos Grupos Teatrais de São Paulo por Políticas Públicas para a Cultura. São Paulo: Cooperativa Paulista de Teatro, 2008.

WU, Chin-Tao. A privatização da cultura - A intervenção corporativa nas artes desde os anos 80. Tradução Paulo Cezar Castanheira. São Paulo: Edições SESC; Boitempo Editorial, 2006.

 

Sobre Dorberto Carvalho

DORBERTO CARVALHO é graduado em Letras pela FFLCH-USP, integrante da Companhia Insurgente e Diretor da Cooperativa Paulista de Teatro. Participou do Projeto Formação de Público da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo (2001/2004), foi Representante de Artes Cênicas da CAAPC - Comissão de Averiguação e Avaliação de Projetos Culturais da SMC e da 16ª. Comissão do Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. É autor do romance Vertigem, coautor do livro A luta dos grupos teatrais de São Paulo por políticas públicas para a cultura, com Iná Camargo Costa, e dramaturgista dos textos teatrais Bumba meu Fusca, Cidade Submersa, Makunaíma na rua e Leviatã.

 

2) PALESTRA A vida na União Soviética nos anos 70, a ser proferida por César Ayala, professor de História da América do Século XX na Universidad Nacional de Colombia. Dia 3 de agosto, às 18h, na sala 171 do prédio de Letras da FFLCH.

 

3) CURSO: Estudos de dramaturgia: analisando peças em um ato de Tennessee Williams, a ser ministrado por Lara Biasoli Moler, pós-doutoranda no Departamento de Letras Modernas da FFLCH/USP, no período de 19/9 a 7/11, quartas-feiras, das 14h às 16h, na sala 270 do Prédio de Letras.

Descrição: O curso tem como objetivo principal desenvolver e aprofundar a capacidade de analisar um texto dramatúrgico por meio da leitura e do consequente debate analítico-crítico de um conjunto de peças em um ato do dramaturgo norte-americano Tennessee Williams. Serão oito encontros, com duração de duas horas cada. O ponto de partida será a reflexão sobre a especificidade do texto de teatro e o instrumental teórico fundamental para os estudos de dramaturgia, para, em seguida, abordar questões importantes sobre o drama moderno e, então, passar à leitura de algumas algumas peças em um ato de Tennessee. O curso também proporcionará o acesso a uma significativa parte da dramaturgia do autor ainda pouco conhecida e estudada.

Justificativa: Professores de literatura, alunos de Letras e interessados em teatro geralmente não encontram muitas opções para estudos de teatro e dramaturgia fora do âmbito específico dos cursos de artes cênicas e afins. A proposta deste curso é exatamente viabilizar esse contatom, priorizando o ponto de vista da dramaturgia. Além disso, com montagens cênicas de peças de Tennessee Williams, realizadas pelo Grupo TAPA e previstas para entrar em cartaz neste segundo semestre, teremos uma preciosa oportunidade de estudar as relações entre texto e cena.

Cronograma:

1º. Encontro - Dia 19/9

O gênero dramático e seus traços estilísticos fundamentais. Anatol Rosenfeld - O teatro épico.

O que é um texto de teatro? Existe uma especificidade do texto de teatro? Jean Pierre Ryngaert - Introdução à Análise do Teatro.

O nascimento do teatro moderno. Jean-Jacques Roubine - A linguagem da Encenação Teatral.

2º. Encontro - Dia 26/9

O drama; A crise do drama; Teatro da Mudança Estilística; A peça de um só ato. Peter Szondi - Teoria do Drama Moderno.

 Crise do drama. Jean-Pierre Sarrazac - Léxico do Drama Moderno e Contemporâneo.

 3º. Encontro - Dia 3/10

As peças em um ato de Tennessee Williams. Lara Biasoli Moler - Projeto de Pesquisa.

100 anos de Tennessee Williams. Luiz Ricardo Bérgamo. Informativo da FFLCH, n.63, jul./ago. 2011.

Apresentação. Maria Sílvia Betti - Mister Paradise e Outras Peças em Um Ato.

4º. Encontro - Dia 10/10

O matadouro municipal e Obrigada, Bom Espírito. Tennessee Williams - Mister Paradise e Outras Peças em Um Ato.

 

Do 5º. ao 8º. Encontro (dias 17, 24, 31/10 e 7/11) os textos serão selecionados de acordo com o andamento dos debates.

Serão fornecidos certificados mediante 85% de frequência nas aulas.

 

Inscrições: Enviar mensagem para carama@usp.br

 

Bibliografia sucinta

ALMEIDA PRADO, Décio de. A noite do Iguana. In: Teatro em Progresso. São Paulo: Martins Editora, 1964.

________________. O Anjo de Pedra. In: Apresentação do Teatro Brasileiro Moderno. São Paulo: Martins Editora, 1956.

BERGAMO, Luiz Ricardo. 100 Anos de Tennessee Williams. Informe da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, n. 63, p. 14-15, jul./ago. 2011. 

BETTI, Maria Sílvia. Apresentação. In: Mister Paradise e Outras Peças em Um Ato. São Paulo: É Realizações Editora, 2011. p. 7-36.

________________. Tennessee Williams: formas não dramáticas nas peças em um ato. Um relato de estudo cênico e interpretativo. Trabalho apresentado ao VI Congresso da ABRACE, GT Dramaturgia, Tradição e Contemporaneidade, 2010.

________________. Tennessee Williams experimental e antirealista. In: MALUF, Sheila Diab; AQUINO, Ricardo Bigi de (Orgs.). Olhares sobre textos e encenações. Edufal, 2007. p. 261-274.

COSTA, Iná Camargo. Lembranças de Tennessee Williams. In: Panorama do Rio Vermelho. Ensaios sobre o Teatro Norte-americano Moderno. São Paulo: Nankin, 2000. p. 129-140.

MAGALDI, Sábato. “Tennessee Williams evoca o Passado”; “Sugestão e Mistério em Williams”. In: O Texto no Teatro. São Paulo: Perspectiva, Coleção Estudos, 1989. p. 352-359.

PAVIS, Patrice. Dicionário de Teatro. São Paulo: Perspectiva, 1999.

ROSENFELD, Anatol. O teatro épico. São Paulo: Perspectiva, 1989.

RYNGAERT, Jean-Pierre. Introdução à análise do teatro. São Paulo: Martins Fontes, 1995.

SARRAZAC, Jean-Pierre (Org.). Léxico do Drama Moderno e Contemporâneo. São Paulo: Cosac Naify, 2012.

WILLIAMS, Raymond. Tragédia privada: Strindberg, O’Neill, Tennessee Williams. In: Tragédia Moderna. Trad. Betina Bischof. São Paulo: Cosac & Naify, 2002. p.143-160.

 

4) PALESTRA: Carbono 14 Estético: Santa Joana dos Matadouros, de Bertolt Brecht, e a realidade brasileira, a cargo de Agenor Bevilaqua Sobrinho, Mestre em Artes pela UNESP. Dia 25/9/2012, terça-feira, às 14h, na sala 107 do Prédio de Letras da FFLCH/USP. Serão fornecidos certificados.

 

5) CICLO DE FILMES Representações de crises do capitalismo no cinema norte-americano. O Cineclube Ángel Rama retoma suas exibições de filmes seguidas de debates, desta vez com pós-graduandos do Departamento de Letras Modernas, sob a coordenação do Prof. Dr. Marcos César de Paula Soares, do DLM. Serão fornecidos certificados mediante 75% de presença no ciclo.

 Programação:

 19 de outubro, 14h

Tempos Modernos (1936)

Modern Times

Charles Chaplin - Drama/Comédia

Estados Unidos - 87 minutos

 

26 de outubro, 14h  

As Vinhas da Ira (1940)

The Grapes of Wrath

John Ford - Drama

Estados Unidos - 128 minutos

 

23 de novembro, 14h

Trabalho Interno (2010)

Inside Job

Charles Fergunson - Documentário

Estados Unidos - 108 minutos

 

30 de novembro, 14h

A Grande Virada (2010)

The Company Men

John Wells - Drama

Estados Unidos - 104 minutos

 

LOCAL: Sala 107 do Prédio de Letras da FFLCH/USP

INSCRIÇÕESEnviar mensagem para carama@usp.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 Atividades a serem desenvolvidas pelo Centro Ángel Rama no primeiro semestre de 2012

 

1) Curso O TEATRO DO CENTRO POPULAR DE CULTURA [1961-1964]: HISTÓRICO, DOCUMENTOS E DESDOBRAMENTOS. Curso organizado e ministrado pela Profa. Dra. Maria Sílvia Betti.

Descrição – Série de dez encontros, com duração de duas horas cada um, destinados a introduzir o debate de um conjunto de textos e de documentos ligados ao Centro Popular de Cultura, fundado no Rio de Janeiro em 1961 por ocasião da encenação de “A Mais Valia vai acabar, seu Edgar”, de Oduvaldo Vianna Filho, sob a direção de Chico de Assis.

Dias e horárioquintas-feiras das 18h30 às 20h30, na Sala 107 do Prédio de Letras, última sala no final do corredor do segundo andar, ao lado do Centro Ángel Rama. 

Duração – de 19 de abril a 28 de junho

Inscrições – enviar nome completo para os e-mails carama@usp.br e mariasilviabetti@gmail.com até 30 de março de 2012.

Número de Vagas – 85.

Histórico – Desde sua criação, em julho de 1997, o Núcleo de Estudos Teatrais do Centro Ángel Rama tem promovido, de forma continuada, gratuita e aberta a todos os interessados, o estudo,  o debate e algumas vezes até mesmo a leitura dramática de textos ligados ao CPC,  fundamentais  para todos que se interessam pelo teatro e pela cultura sob uma perspectiva transformadora.

A pauta de estudos proposta para este primeiro semestre de 2012 nasceu do compromisso assumido pelo Núcleo durante a greve dos estudantes da USP, em novembro de 2011, de novamente colocar em foco a experiência histórica do projeto de cultura épica e popular do  Centro Popular de Cultura.

Objetivos – nos seis primeiros encontros serão discutidos textos críticos, documentos e peças do núcleo inicial do CPC, no Rio de Janeiro. Nos quatro encontros seguintes estarão em foco o trabalho do teatro jornal, desenvolvido na periferia de São Paulo por atores integrantes do Teatro de Arena, o CPC de São Paulo, na região do ABC e o movimento de teatro operário de base sindical.

Acesso aos textos – os textos do Programa estarão disponíveis em uma pasta no Xerox da Copiadora de Letras com o nome NÚCLEO TEATRO- CENTRO ÁNGEL RAMA.

 

Pauta de Estudos e Leituras

19 de Abril

O que foi o CPC. In: BERLINK, Manoel T. O Centro Popular de Cultura da UNE. Campinas: Papirus Livraria Editora, 1984.

26 de abril

Documentos I e II: cópias xerografadas de documentos originais datilografados contendo a introdução e um fragmento do Auto do Relatório (1962), escrito por um coletivo de autores do Depto de Teatro do CPC no momento em que este vinculou-se à União Nacional dos Estudantes.

3 de Maio

MARTINS, Carlos Estevam. Anteprojeto do Manifesto. In: Arte em Revista,São Paulo: Kairós, n.1, p. 67-79. jan./mar. 1979.

10 de Maio                       

Auto dos 99% ou como a Universidade capricha no subdesenvolvimento. Disponível em: http://forumeja.org.br/df/sites/forumeja.org.br.df/files/autodos99.pdf

17 de maio

        A questão da cultura popular posta em questão. In: BERLINCK, Manoel Tosta. Op.cit.

24 de maio

VIANNA FILHO, Oduvaldo. Brasil versão brasileira. In: BERLINCK, Manoel Tosta. Op.cit.

31 de maio

PARANHOS, Kátia Rodrigues. Militância, Arte e Política: O Teatro Engajado no Brasil Pós-1964. Disponível em: www.brasa.org/_sitemason/.../Paranhos%20Katia%20Rodrigues.doc

14 de junho      

Teatro-jornal: depoimento de Dulce Muniz (atriz do Teatro de Arena e diretora do Núcleo do 184)  em DVD. Depoimento concedido ao pesquisador e jornalista Eduardo Campos Lima.

21 de Junho

PARANHOS, Kátia Rodrigues. Teatro e trabalhadores: textos, cenas e formas de agitação no ABC paulista. In: ArtCultura, Uberlândia, v. 7, n. 11 p. 101-115, jul.-dez. 2005.

28 de junho

        URBINATTI, Tin. Peões em Cena. São Paulo: Hucitec, 2011.

 

Obs. Ao longo do semestre serão pautados encontros com diretores e atores cuja experiência de trabalho se liga, direta ou indiretamente, ao CPC. Esses encontros, se necessário, serão pautados para outros dias da semana e horários, de acordo com a disponibilidade do convidado.

 

BIBLIOGRAFIA GERAL DE REFERÊNCIA SOBRE O CPC NÚCLEO INICIAL

AGUIAR BORGES, Rayssa . CPC DA UNE: Para além de reducionismos e preconceitos.  Análise das peças “Brasil versão brasileira” e “O Petróleo ficou nosso”. UNb, Depto de Teoria Literária e Literaturas, Programa de Pós Graduação em Literatura e Práticas Sociais. Orientador Prof. Dr. André Luiz Gomes. Brasília, 2010.

BARCELLOS, Jalusa. CPC da UNE: Uma História de Paixão e Consciência. Rio de Janeiro, IBAC/MINC/ Nova Fronteira,  1994.

BERLINK, Manoel T. O Centro Popular de Cultura da UNE. Campinas, Papirus Livraria Editora, 1984.

BOAL, Julián. As Imagens de um Teatro Popular. Prefácio e tradução revista por Augusto Boal. São Paulo, Hucitec, 2000.

BETTI, Maria Sílvia. Oduvaldo Vianna Filho. São Paulo, EDUSP/FAPESP, Coleção Artistas Brasileiros, 1997.

CALDAS, Ana Carolina. Centro Popular de Cultura no Paraná (1959-1964) Encontros E Desencontros Entre Arte, Educação e Política. Disponível em : http://ebookbrowse.com/search/ana-carolina-caldas-disserta%C3%87%C3%83o

CAUMO, Maria Sílvia Betti. Evolução do Pensamento de Oduvaldo Vianna Filho. Dissertação de Mestrado apresentada ao Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo sob a orientação do Prof. Dr. Décio de Almeida Prado em 1984.

CHAUÌ, Marilena. O nacional popular na cultura brasileira. Seminários. São Paulo, Brasiliense, 2a.ed., 1984.

CHAUÌ, Marilena. Cultura e democracia, o discurso competente e outras falas. São Paulo, Moderna, 1981.

COSTA, Iná Camargo. A hora do teatro épico no Brasil. São Paulo, Graal, 1996.

CRUCIANI e FALETTI.Teatro de Rua. São Paulo, Hucitec, 1999.

DAMASCENO, Leslie. Espaço Cultural e Convenções Teatrais na obra de Oduvaldo Vianna Filho, Campinas, Editora da Unicamp, 1994.

DOMONT, Beatriz. CPC DA UNE. Um Sonho Interrompido. São Paulo, Porto Calendário, 1997.

FONTOURA, Antonio Carlos et alii. “Auto dos 99%” in PEIXOTO, Fernando. O Melhor Teatro do CPC da UNE. São Paulo, Global, 1996.

GARCIA DE SOUZA, Miliandre. Do Arena ao CPC: o debate sobre a arte engajada no Brasil (1959/1964). 2002. Dissertação (Mestrado em História) - Universidade Federal do Paraná, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Orientador: Marcos Francisco Napolitano de Eugenio.

GARCIA, Miliandre. . Do teatro militante à música engajada: a experiência do CPC da UNE (1958-1964). 1. ed. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2007. v. 1. 160 p.

GUIMARÃES, Carmelinda. Um ato de resistência - o teatro de Oduvaldo Vianna

Filho.São Paulo, MG Editores, 1984.

HOLLANDA,  Heloísa Buarque de. Impressões de Viagem: CPC, Vanguarda e Desbunde. São Paulo, Brasiliense, 1980.

LITVIN VILLAS BOAS, Rafael.  Teatro Político e Questão Agrária. 1955-1965. Contradições, Avanços e Impasses de um Momento Decisivo. Universidade de Brasília, 2009. Disponível em: http://repositorio.bce.unb.br/bitstream/10482/4435/1/2009_RafaelLitvinVillasBoas.pdf

MORAES, Dênis de. Vianinha. Cúmplice Da Paixão. Rio de Janeiro, Nórdica, 1995.

MORAES, Dênis de. Vianinha.Cúmplice da Paixão. Uma biografia de Oduvaldo Vianna Filho. Edição revista e ampliada. Rio de Janeiro, Record, 2000.

PAES, Maria Helena Simões. A década de 60. Rebeldia, contestação e                 repressão política. São Paulo: Ática,1992.

PATRIOTA, Rosângela. Vianinha. Um dramaturgo no coração de seu tempo. São Paulo, Hucitec, 1999.

PESSANHA, José Américo Motta. Cultura como ruptura. in  BORNHEIM, Gerd (et  alii) . Tradição/Contradição. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor/ Funarte, 1987, pp. 59-90.

PEIXOTO, Fernando. O melhor teatro do CPC da UNE. São Paulo: Global, 1989.

PEIXOTO, Fernando (org.). Vianinha. Teatro. Televisão. Política. São Paulo, Brasiliense, 1983.

RIDENTI, Marcelo. Em busca do povo brasileiro. Artistas da revolução, do CPC à era da TV.Rio de Janeiro/São Paulo, Record, 2000.

RIDENTI, Marcelo. O Fantasma da Revolução Brasileira, 2ª. ed. revista e ampliada. 2. ed. São Paulo: Unesp - Fapesp, 2010. 324 p.

RIDENTI, Marcelo. Brasilidade revolucionária um século de cultura e política. São Paulo: Unesp, 2010.. São Paulo: UNESP, 2010. 192

RIDENTI, M. S. (Org.) ; Reis Filho, Daniel Aarão (Org.) . História do marxismo no Brasil, 6. Partidos e movimentos após os anos 1960. Campinas: ed. da UNICAMP, 2007. 461 p. Campinas: Editora da Unicamp, 2007. v. 1. 461 p

RIDENTI, M. S. (Org.) . Cultura e política brasileira pós-1960. Dossiê para a Idéias, revista do IFCH/UNICAMP. Ano 12(1). 2005.. Campinas: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, 2005. 426 p.

RIDENTI, Marcelo. Em busca do povo brasileiro. Artistas da revolução, do CPC à era da TV.Rio de Janeiro/São Paulo, Record, 2000.

SCHWARZ, Roberto. Notas sobre cultura e política (1964-1969). in O pai de família e outros estudos. Rio de Janeiro, Paz e Terra.1978.

SOUSA, Alexandre Ricardo Lobo de. O teatro no Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes. O povo, a naçãoo imperialismo e a revolução (1961-1964).Programa de Pós Graduação em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.. Dissertação de Mestrado apresentada ao orientada pelo Prof Dr.César Luís Barcellos Guazzelli.

SOUZA, Miliandre Garcia de. Do teatro militante à música engajada. A experiência do CPC da UNE (1958-1964). São Paulo, Editora Fundação Perseu Abramo, 2007.

TORRES,Carla Michele Ramos.Em cena o Teatro no Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (CPC da UNE) 1961-1964. Universidade Estadual do Oeste do Paraná  Campus de Marechal Cândido Rondon. Dissertação de Mestrado em História.Orientadora Profa. Dra. Geni Rosa Duarte.

VIANNA , Deocélia . Companheiros de Viagem. São Paulo, Brasiliense, 1984.

VIANNA FILHO, Oduvaldo. “A Mais Valia vai acabar, seu Edgar” in VIANNA FILHO, Oduvaldo, Teatro. Vol. I. Rio de Janeiro, Editora Muro, 1981.

 

DOWNLOADS

http://forumeja.org.br/df/sites/forumeja.org.br.df/files/cpc.livro_.pdf  (Livro de Manoel tosta Berlinck)

http://forumeja.org.br/df/sites/forumeja.org.br.df/files/autodos99.pdf  (Auto dos 99%)

http://forumeja.org.br/df/sites/forumeja.org.br.df/files/bvb.pdf  (Brasil versão Brasileira, Peça de Vianinha)

http://forumeja.org.br/df/sites/forumeja.org.br.df/files/pcanta.pdf   (digitalização do disco O Povo Canta CPC com todas as letras)

http://forumeja.org.br/df/sites/forumeja.org.br.df/files/viola.pdf  (Violão de Rua, facsímile integral)    

http://www.franklinmartins.com.br/som_na_caixa_gravacao.php?titulo=auto-dos-99-de-cpc-da-une (auto dos 99%)

http://www.scielo.br/pdf/spp/v15n2/8574.pdf (CULTURA POPULAR entre a tradição e a transformação. Artigo de VIVIAN CATENACCI. Cientista Social, Coordenadora do Projeto Viverarte – SP)

 

BIBLIOGRAFIA SOBRE O CPC DE SÃO PAULO E O TEATRO OPERÁRIO DE BASE SINDICAL NO ABC

Camacho, Thimoteo. Cultura dos trabalhadores e crise política: estudo sobre o Centro Popular de Cultura do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André. Santo André: Fundo de Cultura do Município de Santo André, 1999.

GARCIA, Silvana. Teatro da militância: a intenção do popular no engajamento político. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2004.

IANNI, Octávio. O teatro dos metalúrgicos mostra a política da vida.  In: Grupo de Teatro Forja do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Pensão Liberdade. São Paulo: Hucitec, 1981.

______________. Teatro operário. In: Ensaios de sociologia da cultura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991.

PARANHOS, Kátia Rodrigues. Mentes que brilham: sindicalismo e práticas culturais dos metalúrgicos de São Bernardo. Tese (Doutorado em História Social) – IFCH-Unicamp, Campinas, 2002.

______________________ . O teatro operário entra em cena: duas versões do mundo do trabalho. ArtCultura, Uberlândia, Edufu, v. 4, n. 4, 2002, p. 67-79.

SADER, Eder. Quando novos personagens entraram em cena: experiências, falas e lutas dos trabalhadores da grande São Paulo, 1970-80. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988

Silva, José Armando Pereira da. O teatro em Santo André 1944‑1978. Santo André: Public Gráfica e Fotolito Ltda, 1991.

URBINATTI, Tin. Peões em Cena. São Paulo: Hucitec, 2011.

Obs. Outros títulos e referências serão acrescentados, durante o semestre, a esta bibliografia.

 

 

2)Curso: A Crise Econômica Atual e os Desafios da Luta de Classes, a ser ministrado pelo Prof. Dr. Plínio de Arruda Sampaio Jr., professor do Instituto de Economia da UNICAMP. Dias 19 de abril, 15 de maio e 12 de junho, das 17h às 20h, nos Anfiteatros de História e Geografia da FFLCH/USP.

1ª. aula, 19/4: Bases teóricas para a compreensão da crise: a ideia de crise em Marx e apresentação da noção de "crise estrutural" em Mészáros. Anfiteatro de Geografia

2ª. aula, 15/5: A crise econômica geral e seu movimento - Apresentação dos determinantes da crise atual e seu desdobramento. Anfiteatro de História

3ª. aula, 12/6: O impacto da crise no Brasil e os desafios da luta de classes. Anfiteatro de História

 

O curso é gratuito e destina-se à comunidade universitária, aos professores das redes estadual e municipal de ensino e aos interessados em geral.

Serão oferecidos certificados.

 

 

3) Debate e Lançamento do livro Curso de Direito do Trabalho - Teoria Geral do Direito do Trabalho, v. I, parte I, de autoria de Jorge Luiz Souto Maior, professor da Faculdade de Direito do Largo São Francisco e juiz do Trabalho. Dia 24 de abril, às 18h30, na sala 24 do Prédio de Filosofia e C.Sociais.

 

 

4) Lançamento da revista Língua e Literatura, números 29 (2007-2009) e 30 (2010-2011). Lançamento previsto para o mês de junho.

 

 

5) Curso Perfis biográficos de escritores brasileiros, a ser ministrado por Anita de Moraes, doutora em Literatura Brasileira pelo DLCV/USP.

Objetivo: Esboçar os perfis biográficos e desenhar brevemente as trajetórias literárias singulares dos autores Cláudio Manuel da Costa, Lima Barreto, Erico Verissimo, Clarice Lispector e Nelson Rodrigues. Cada aula contará com uma breve exposição sobre a vida de cada um, situando-o no tempo, no espaço e na história do Brasil. Também serão realizados apontamentos críticos a respeito da obra de cada personalidade literária.

Justificativa: Refletir sobre a situação do escritor na sociedade brasileira ao longo de épocas e circunstâncias diferentes, e, principalmente, pensar a respeito da condição universal do escritor. A oferta deste curso poderá trazer algumas contribuições interessantes para a atualização dos profissionais da educação. Além disso, poderá abrir novas possibilidades de abordagem de temas literários para o ensino de literatura na escola a partir da história de uma vida que pode ser narrada.

Público-alvo: Professores da rede oficial de ensino de São Paulo. Interessados em geral.

Vagas: 25

Carga Horária: 20 horas (6 aulas de 3 horas e 1 aula de 2 horas)

Dias: aos sábados, dias 28 de abril; 05, 12, 19 e 26 de maio; 2 e 16 de junho

Horário: das 9h às 12h

Local: Sala 106 do Prédio de Filosofia e C. Sociais/FFLCH/USP

Inscrições pelo e-mail: carama@usp.br

Conteúdo programático:

1. Apresentação do curso. Introdução. 2. Cláudio Manuel da Costa: personagem do imaginário literário brasileiro em diálogo com Romanceiro da inconfidência, de Cecília Meirelles, e com Em liberdade, de Silviano Santiago. 3. Lima Barreto e a transição do cenário político e social do Brasil a partir da queda da monarquia e da ascensão da República da Espada, com uma breve análise da nossa “belle époque tropical”. 3.1. Memória, sátira e romance: Diário do hospício, Cemitério dos vivos, Os bruzundangas e Triste fim de Policarpo Quaresma. 4. Erico Verissimo e a formação do intelectual na década de 30. O escritor consagrado. Diretrizes maiores de sua obra literária. 4.1. O contador de histórias. O memorialista de Solo de clarineta. 5. Clarice Lispector: o mistério parcialmente desvendado.  Origens, nascimento e vivência. 5.1. O conto: Laços de família, A bela e a fera, A via crucis do corpo. 6. Nelson Rodrigues entre o jornalismo e a ficção: a crônica e o conto. 7. Conclusão e encerramento.

Avaliação: Será considerado aprovado o aluno que obtiver 80% de presença.

 

Bibliografia com base na qual a ministrante desenvolverá o curso:

ANDRADE, Jorge. O galho da nespereira. In: CHAVES, Flávio Loureiro (Org.). O contador de histórias. 40 anos de vida literária de Érico Veríssimo. Porto Alegre: Globo, 1972. p. 1-16.

ARENDT, Hannah. Homens em tempos sombrios. Tradução de Denise Bottmann. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

BARBOSA, Francisco de Assis. A vida de Lima Barreto. 8.ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2002.

BARRETO, Lima. Diário do hospício e O cemitério dos vivos. Prefácio de Alfredo Bosi. Organização e notas de Augusto Massi e Murilo Marcondes de Moura. São Paulo: Cosac Naify, 2010.

______. Os Bruzundangas. São Paulo: Ática, 1985.

______. Triste fim de Policarpo Quaresma. São Paulo: Ática, 1989.

BORDINI, Maria da Glória & ZILBERMAN, Regina. O tempo e o vento: história, invenção, metamorfose. Porto Alegre: Edipucrs, 2004.

BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 47.ed. São Paulo: Cultrix, 2006.

CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. 5.ed. São Paulo: Edusp; Belo Horizonte: Itatiaia, 1975, v.1.

______. A literatura e a formação do homem. In: Textos de intervenção. Seleção, apresentação e notas de Vinicius Dantas. São Paulo: Duas Cidades; Editora 34, 2002, p.77-92.

______. Vários escritos. 3.ed.rev.ampl. São Paulo: Duas Cidades, 1995.

______ et al. A Crônica. O gênero, sua fixação e suas transformações no Brasil. Campinas: Editora da Unicamp; Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1992.

CASTRO, Ruy. O anjo pornográfico: a vida de Nelson Rodrigues. 2.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

COUTINHO, Afrânio. A literatura no Brasil. 6. ed. rev. ampl. São Paulo: Global, 2001. v. 2 - Era barroca e era neoclássica.

GOTLIB, Nádia Batella. Clarice, uma vida que se conta. São Paulo: Ática, 1995.

LISPECTOR, Clarice. Laços de família. Rio de Janeiro: Francisco Alves, s.d.

______. A bela e a fera. Rio de Janeiro: Francisco Alves, s.d.

______. A via crucis do corpo. Rio de Janeiro: Nova fronteira, 1980.

LOPES, Hélio. Letras de Minas e outros ensaios. São Paulo: Edusp, 1997.

MEIRELLES, Cecília. Romanceiro da Inconfidência. Rio de Janeiro: Nova fronteira, s.d.

MICELI, Sérgio. Intelectuais e classe dirigente no Brasil (1920-1945). São Paulo: Difel, 1979.

MOSER, Benjamin. Clarice, uma biografia. Tradução de José Geraldo Couto. São Paulo: Cosac Naify, 2011.

RODRIGUES, Nelson. O óbvio ululante. Seleção de Ruy Castro. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

______. A vida como ela é... Rio de Janeiro: Rocco, 1994.

SÁBATO, Ernesto. O escritor e seus fantasmas. Tradução de Pedro Maia Soares. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

SANTIAGO, Silviano. Em liberdade. 2.ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.

SCHOPENHAUER, Arthur. Sobre o ofício de escritor. Tradução de Eduardo Brandão e Luiz Sérgio Repa. 2.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

SCLIAR, Moacyr. Saturno nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

SOUZA, Laura de Mello e. Cláudio Manuel da Costa. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

TEIXEIRA, Ivan. Mecenato pombalino e poesia neoclássica. São Paulo: Edusp; Fapesp, 1999.

VERISSIMO, Erico. Solo de clarineta.  Porto Alegre: Globo, v.1, 1974; v.2, 1976.

_______. A liberdade de escrever. Entrevistas sobre literatura e política. Organização de Maria da Glória Bordini. Apresentação de Luís Fernando Verissimo.  2.ed. São Paulo: Globo, 1999.

 

 

6) Seminário Carbono 14 Estético: o resgate de um teatro essencial, por Agenor Bevilacqua Sobrinho.

Agenor Bevilacqua Sobrinho é dramaturgo e professor de Filosofia e de Sociologia. Graduou-se em Filosofia pela USP (Universidade de São Paulo) e é Mestre em Artes Visuais pela UNESP (Universidade Estadual Paulista) com o trabalho intitulado Bertolt Brecht - arte crítica e 'globalização': um realista num mundo irracional. O trabalho de Agenor é empreendido como projeto incessante de incorporação dos conhecimentos humanos em diversos campos, no sentido de desvelar os mecanismos de dominação e reprodução sociais, produzindo crítica fecunda à sociedade. Para ele, a função social do teatro e da arte (seu estatuto) é contribuir para a mudança de visão de mundo e da realidade material, apresentada como histórica, construída pelos homens em convívio e, portanto, transformável. Como Bertolt Brecht, poeta e dramaturgo alemão, aponta a necessidade de ações do espectador nesse sentido e alimenta a esperança de uma sociedade mais justa – a arte servindo como referencial e estimulando outras formas de sensibilidade e expressão artística para criar uma visão crítica do mundo.

Dia: 8 de maio, terça-feira, às 17h, na sala 271 do Prédio de Letras.

 

 

7) Oficina de Teatro-Jornal na Letras - O neoliberalismo e a USP, a ser ministrada por Eduardo Campos Lima (jornalista, pesquisador e mestrando da FFLCH/USP)

 

O teatro-jornal é uma forma que une o teatro e o jornalismo. Surgido na Revolução Russa e recriado em diversos países ao longo do século XX, o teatro-jornal baseia-se na encenação de notícias por meio de técnicas originadas do teatro popular, do circo, do cinema e da arte modernista. Na URSS, na Alemanha, nos EUA ou no Brasil, os artistas que encenaram teatro-jornal eram também militantes. Sua intenção era não só fazer bom teatro, mas denunciar a realidade política, gerar reflexão e crítica – em momentos nos quais, muitas vezes, a repressão estatal era pesada.

Na Oficina de Teatro-Jornal da Letras vamos abordar a história do teatro-jornal no Brasil – onde o Teatro de Arena encenou, em 1970, “Teatro Jornal – Primeira Edição” – e no mundo. Vamos discutir os problemas da Universidade, como a repressão política crescente. E vamos encenar as notícias, informes e denúncias relativas à USP e à Faculdade de Letras, montando, ao fim do curso, o Teatro-Jornal da Letras.

 

Cronograma 

09/05: Introdução sobre o teatro-jornal – técnicas, procedimentos e conformações. A história do teatro-jornal no mundo e no Brasil.

16/05: Expressividade e jogos teatrais – encontro para iniciar os participantes nas técnicas teatrais ligadas ao teatro-jornal. 

23/05: debate sobre a política na USP e na Faculdade de Letras.  Participantes da mesa: Adrián Fanjul, professor da Letras, Pedro Pomar, jornalista e editor da Revista Adusp, Magno de Carvalho, diretor do Sintusp (a confirmar). 

30/05, 06/06, 13/06: Encontros criativos – cada participante cria uma cena ou conjunto de cenas, que serão levadas para o grupo, discutidas e integradas. O resultado será apresentado a todos os alunos, após o curso. Apoio da Cia. Antropofágica. 

20/06: Debate com Dulce Muniz, diretora do Studio 184 e veterana do Teatro de Arena, onde participou de Teatro Jornal – Primeira Edição.

Horário: das 19h30 às 22h30

Local: Sala 200 do Prédio de Letras

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Centro Ángel Rama 2011 - Projetos em preparação

(Obs.: Todas as atividades promovidas pelo CAR são gratuitas e seus programas e bibliografias são amplamente divulgados e disponibilizados na Copiadora para os inscritos).

 

1)Projeto de Iniciação Científica sobre Teatro Brasileiro, na modalidade sem bolsa, a ser orientado pela Profa. Dra. Maria Sílvia Betti.

Objetivo: fomentar a pesquisa sobre a dramaturgia e o teatro brasileiro contemporâneo entre os alunos de graduação da FFLCH-USP.

Público-alvo: graduandos da FFLCH-USP.

 

2) Proposta de encaminhamento de projeto de Pós-doutorado sobre a obra e o pensamento crítico de Ángel Rama, a ser desenvolvido a partir do segundo semestre de 2012 por uma recém-doutora do Programa de Literatura Brasileira do DLCV da FFLCH-USP. O projeto incluirá o estabelecimento de contatos institucionais com Universidades e entidades acadêmicas latino-americanas interessadas na pesquisa e na divulgação do trabalho de Ángel Rama e a organização do acervo do Centro relacionado ao trabalho do autor.

Objetivos: difundir e debater o pensamento e a obra de Ángel Rama e fortalecer o trabalho do Centro como entidade acadêmica ligada a ele. Desenvolver interlocuções de pesquisa com outras entidades interessadas no trabalho crítico de Ángel Rama.

 

3) CONVERSAS SOBRE TEATRO. Atividade programada dentro do Núcleo de Estudos Teatrais Décio de Almeida Prado, do Centro Ángel Rama, a cargo da Profa. Dra. Maria Sílvia Betti. Período: quinzenalmente, durante o segundo semestre de 2011, sala 39 do Prédio de Letras (segundo andar).

Objetivos: fomentar a pesquisa sobre a dramaturgia e o teatro brasileiro contemporâneo entre os alunos de graduação da FFLCH-USP.

Público-alvo: graduandos da FFLCH-USP.

Apresentação histórico-crítica, contextualização, exibição de entrevistas e/ou vídeodocumentários e debate sobre o trabalho de alguns dos mais expressivos diretores e de grupos teatrais de São Paulo.

Módulo I - FOLIAS D´ARTE

16 de agosto de 2011 – das 18h30 às 20h30

Cronologia comentada, contextualização das etapas de trabalho e perspectivas do pensamento artístico e político do grupo desde a sua fundação, em 1997, com Folias Fellinianas, até a montagem de Orestéia, o Canto do Bode, em 2007.

Exibição de DVD com entrevista com o diretor Marco Antonio Rodrigues.

Uma cronologia das etapas de trabalho do Folias D’Arte e uma bibliografia de textos dramatúrgicos e críticos serão fornecidas aos inscritos.

30 de agosto de 2011 – das 18h30 às 20h30

Palestra intitulada Ato político – A experiência da modernidade no Brasil pelo grupo teatral Folias D’Arte e debate com Gustavo Assano, jornalista, pesquisador e autor de pesquisa sobre a montagem de Orestéia, o Canto do Bode e sobre o pensamento político e artístico do Folias D’Arte. O palestrante, em seus estudos, analisa a trajetória do grupo teatral paulistano Folias D’Arte a partir de seu percurso artístico e político, tendo como principal corte referencial a montagem da peça Orestéia, o canto do bode e a militância do grupo no chamado Movimento de Arte Contra a Barbárie, iniciado no final da década de 1990. Inicialmente, o autor faz uma análise interpretativa de como se inscreve ideologicamente o grupo no momento de sua formação, confrontando seus posicionamentos com o conceito tornado hegemônico de “Fim da história” e traçando considerações sobre como a dramaturgia brasileira e o termo “drama” é pensado no Brasil historicamente. Em razão do fato de o Folias ser um grupo que abertamente se considera tributário do teatro épico de Bertold Brecht, o autor utiliza também como elemento de reflexão o conceito de “drama moderno”, elaborado por Peter Szondi, para analisar as especificidades desta conceituação estética trabalhada em território brasileiro, traçando também considerações sobre as especificidades da chamada “epicização” no Brasil. Feitas essas considerações teóricas sobre a trajetória do grupo e o material que o grupo discute, passa-se a situá-lo nas diversas formas que convencionalmente pensam os processos de criação coletiva, priorizando fundamentalmente o conceito de “retomada do teatro de grupo” e o conceito de “criação colaborativa”. A partir desse debate, o autor apresenta uma narrativa sobre a formação e a trajetória do grupo, expondo paralelamente a consolidação do Movimento de Arte Contra a Barbárie. Essas exposições são seguidas de uma contextualização política do início da década de 2000, a qual suscitou a montagem da peça Orestéia, o canto do bode, e uma descrição do texto de Ésquilo, confrontando-o com a montagem e os preceitos teóricos e históricos previamente expostos. O resultado do trabalho exporá que a busca pela excelência artística e a militância política são fatores que, para o grupo Folias, andam juntas, sendo este o preceito que culminou na formação de um movimento político vitorioso num cenário de ruínas para a esquerda brasileira, e a perda de sua força ocorre justamente quando estes preceitos são abandonados. Com esses elementos, passa-se a entender a montagem da Orestéia como um balanço crítico de todas estas questões suscitadas.

Módulo II – TEATRO DE ARENA

13 de setembro de 2011 - das 18h30 às 20h30

Cronologia comentada, contextualização das etapas de trabalho e perspectivas do pensamento artístico e político do grupo desde a sua fundação, em 1953, até a fase dos musicais da série “Arena conta...” na segunda metade da década de 60.

Exibição de DVD com entrevista com o diretor José Renato.

Uma cronologia das etapas de trabalho do Teatro de Arena e uma bibliografia de textos dramatúrgicos e críticos serão fornecidas aos inscritos.

27 de setembro de 2011 - das 18h30 às 20h30

Teatro-jornal: teatro de militância e de luta política realizado pelo núcleo jovem do Teatro de Arena nos anos de chumbo da ditadura militar e do AI-5.

Convidado: Eduardo Campos Lima, jornalista, mestrando e pesquisador.

Módulo III – Grupo TAPA

11 de outubro de 2011 - das 18h30 às 20h30

Cronologia comentada, contextualização das etapas de trabalho e perspectivas do pensamento estético e formativo do grupo com foco no projeto de montagens intitulado Panorama do Teatro Brasileiro.

Uma cronologia das etapas de trabalho do TAPA e uma bibliografia de textos dramatúrgicos e críticos serão fornecidas aos inscritos.

Exibição de um pequeno documentário sobre o trabalho do TAPA.

25 de outubro de 2011 - das 18h30 às 20h30

Perspectivas de formação: apresentação, contextualização e discussão de uma pequena bibliografia sobre as etapas de trabalho teatral realizadas pelo grupo TAPA. 

Módulo IV – Análise de Espetáculos

07 de novembro de 2011 - das 18h30 às 20h30

Levantamento de elementos estilísticos e dramatúrgicos para uma observação analítica. Apresentação de bibliografia crítica relacionada. Escolha de dois espetáculos em cartaz para discussão e aplicação dos elementos observados. 

21 de novembro de 2011 - das 18h30 às 20h30

Debate dos espetáculos analisados e levantamento de perspectivas de trabalho para professores. Discussão de possíveis abordagens dentro das Linhas de Pesquisa de Teatro e Dramaturgia Comparada.

 

4) PALESTRA: Canções, Poemas e Histórias. Busca de princípios para uma atuação a partir de estudos sobre griots africanos e jograis medievais europeus, a ser proferida pelo ator, pesquisador e mestre em Artes Cênicas pela UNESP Ricardo Ribeiro. Dia 18 de agosto de 2011, quinta-feira, às 14h, sala 110 do Prédio de Letras. (Atividade proposta pelo Núcleo de Estudos Teatrais Décio de Almeida Prado, do Centro Ángel Rama).

Resumo: Apresentação da pesquisa de mestrado realizada na UNESP sob a orientação da Profa. Dra. Berenice Raulino sobre experiências cênicas com canções, poemas e histórias que despertaram questionamentos sobre um tipo de atuação capaz de integrar aspectos do ofício do ator, do músico, do contador ou cantador de histórias e do recitador de poemas.

Discussão dos princípios éticos e estéticos presentes na atuação dos griots africanos e dos jograis medievais europeus, com destaque para os seguintes aspectos:

- um fazer artístico mais autônomo e menos fragmentado em funções como as de dramaturgo, intérprete e encenador;

- a itinerância, o trabalho sobre a memória e o imaginário a partir de repertórios poéticos, narrativos e musicais;

- a intervenção em espaços de convívio comunitário e a possibilidade de um diálogo mais próximo, direto, com o público.

Os princípios destacados no estudo teórico realizado foram vivenciados em duas etapas práticas, resultando em criações e intervenções cênicas apresentadas de forma itinerante em São Paulo, Minas Gerais e no Chile. Essas experiências foram registradas por meio de um diário de bordo e de recursos audiovisuais, e posteriormente sistematizadas. A relação entre teoria e prática mostrou-se extremamente dinâmica: se, por um lado, a teoria ofereceu princípios para a prática, contribuindo também para sua sistematização, a prática, por sua vez, possibilitou uma elaboração teórica que integra aspectos racionais, sensoriais e afetivos, ou seja, preenchida pelas marcas da experiência. Nesse processo, o sentido do termo “atuação” foi sendo ampliado para além de uma presença cênica, referindo-se à presença do artista na sociedade, ao conjunto de interações que estabelece em seus caminhos, à sua intervenção no mundo.

 

5) Lélia Abramo, Vida, Arte e Pensamento Político (1ª Parte). Atividade programada pelo Núcleo de Estudos Teatrais Décio de Almeida Prado, do Centro Ángel Rama, a cargo da Profa. Dra. Maria Sílvia Betti (DLM e Centro Ángel Rama) e da Profa. Dra. Maria Augusta Fonseca (DTLLC).

Objetivos: assinalar o centenário de nascimento da atriz e militante Lélia Abramo, discutir sua trajetória artística, seu pensamento militante, e contextualizá-la dentro do quadro histórico relacionado.

Público-alvo: comunidade USP em geral, docentes das redes públicas de ensino e demais interessados.

Datas: 19 e 26 de agosto, das 9h30 às 11h45, sala 110 do Prédio de Letras.

Estrutura Proposta:

Primeiro dia (19/8): Contextualização da vida, carreira e pensamento de Lélia Abramo com base em seu livro de memórias Vida e Arte. Memórias de Lélia Abramo. São Paulo: Editora da Fundação Perseu Abramo/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

Professoras Maria Augusta Fonseca e Alcione Abramo (a confirmar).

Duração: 1 hora e 30 minutos aproximadamente.

Obs.: Um texto extraído do livro será deixado à disposição dos interessados para reprodução no Xerox de Letras.

Lélia por Lélia: Exibição de DVD com entrevista concedida por Lélia Abramo ao programa Grandes Damas do Teatro, de 2001. Duração: 45 minutos aproximadamente.

Segundo dia (26/8): A carreira teatral de Lélia Abramo discutida à luz de alguns de seus mais marcantes papéis (parte 1): a personagem “Romana”, de Eles Não Usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri, escrita e encenada em 1958 no Teatro de Arena de São Paulo sob a direção de José Renato, e a personagem “Dolores”, de Vereda da Salvação, de Jorge Andrade, dirigida por Antunes Filho em 1964.

Profa. Dra. Maria Sílvia Betti

Duração: 45 minutos aproximadamente.

Em seguida, exibição do filme Eles não usam Black-tie.

Obs.: Os textos das duas peças serão deixados à disposição dos interessados para reprodução no Xerox de Letras.

BIBLIOGRAFIA

ABRAMO, Lélia. Vida e arte. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 1997.

ALMEIDA, Maria Inez Barros de. Panorama visto do Rio: Teatro Cacilda Becker. Rio de Janeiro: Minc/Inacen, 1987.

BOAL, Augusto. Teatro do oprimido e outras poéticas políticas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977.

DIONISOS - Teatro de Arena. Rio de Janeiro: MEC-SNT, nº 24, out. 1978.

GUZIK, Alberto. TBC: crônica de um sonho. São Paulo: Perspectiva, 1986.

MICHALSKI, Yan. O teatro sob pressão. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.

MILARÉ, Sebastião. Antunes Filho e a dimensão utópica. São Paulo: Perspectiva, 1997.

MOSTAÇO, Edélcio. Teatro e política: Arena, Oficina e Opinião. São Paulo. Editora Proposta, 1982.

 

6) CINECLUGE ÁNGEL RAMA: CICLO DE FILMES SOBRE A CRISE ECONÔMICA. Exibição do documentário Capitalismo: uma história de amor, de Michael Moore (EUA, 2009, 127 min., legendas em português). Dia 19/8, às 14h30, na sala 270 do Prédio de Letras da FFLCH. A exibição será seguida de debate com a doutoranda Cristiane Toledo Maria (FFLCH-USP).

 

7) LANÇAMENTO do livro SAMPA: um laboratório para mestres, alunos e visitantes, da Editora Lua Nova, com a presença de Gerson e Zuza Camelo, autores do livro. Dia 25 de Agosto, quinta-feira, 14h, sala 165 do Prédio de Letras.

Resumo:

SAMPA é um livro que trata da cidade de São Paulo, com uma abordagem temporal e espacial. Nele, pode-se viajar pelas paliçadas do padre José de Anchieta, no século XVI, passar pelo Teatro Municipal de Ramos de Azevedo e dos Irmãos Rossi, o Parque do Ibirapuera, o Copan e o Memorial da América Latina, de Oscar Niemeyer, no século XX, e chegar ao moderno Museu do Futebol, construído no século XXI. Este livro apresenta as áreas que servem como laboratório para o desenvolvimento de aulas de campo destinadas a alunos de todos os níveis escolares e, concomitantemente, aponta as virtudes e as contradições existentes no interior desta capital, a maior cidade dos trópicos. SAMPA destaca a geografia dos espaços culturais, gastronômicos, esportivos e comerciais dos paulistanos e de seus convidados que vêm de vários pontos geográficos do Brasil e do mundo. Entre esses lugares, encontram-se também os territórios das universidades e das esferas dos poderes municipais e estaduais situados na capital. O livro de Gerson e Zuza procura trazer e reforçar informações sobre São Paulo e, com isso, ressaltar sua importância junto aos seus habitantes e visitantes e, consequentemente, fazer com que eles se sintam em casa. Esta cidade é o local do grande encontro entre os brasileiros de todas as regiões do Brasil, de norte a sul e de leste a oeste, assim como daqueles que vêm de outras paragens do globo terrestre. SAMPA: um laboratório para mestres, alunos e visitantes é um livro para si próprio e para presentear amigos daqui e de fora que queiram passear em suas páginas e visitar o tempo e o espaço da ex-Vila de São Paulo dos Campos de Piratininga, da Real Cidade de São Paulo, do século XIX, e desembarcar na moderna cidade de São Paulo, megalópole do século XXI, cujo futuro tem que preservar a importância histórica de seu passado.

Sobre Gerson Vieira Camelo – Pesquisador do teatro negro revolucionário no contexto norte-americano. Professor da rede pública de ensino (E.E. Almeida Júnior). Doutor em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês pela Universidade de São Paulo (2010), Mestre em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês pela Universidade de São Paulo (2004) e graduado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1990). Autor da tese Four Black Revolutionary Plays: Amiri Baraka e a Construção de uma Dramaturgia Revolucionária Negra (2010) e da dissertação A representação da cultura negra como elemento de crítica e de militância na peça Dutchman, de Amiri Baraka (2004).

Sobre Zuza Veira Camelo — José Vieira Camelo Filho, que assina Zuza Vieira Camelo, nasceu em 14 de junho de 1952, no Ingongo, Fazenda Gameleira, Distrito do Espírito Santo, município de São João do Piauí-PI. É pesquisador do Rio São Francisco, professor da E. E. Prof. Emygdio de Barros, Pós-Doutor em Políticas Públicas, Doutor em Economia, Especialização em Economia do Trabalho e Sindicalismo pela Unicamp. Mestre em História, Bacharel em Ciências Sociais, Geografia e Licenciatura em Geografia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo-PUC/SP. No Pós-Doutorado, elaborou uma pesquisa a respeito do Rio São Francisco e de seu Vale. No Doutorado teve como objeto de estudo as estradas de ferro do Nordeste e, para a realização do Mestrado, desenvolveu uma pesquisou acerca do cangaço. É autor do livro Espírito Santo: um pontinho do Brasil que não pode ser apagado, Edições Pulsar, 2001, e de Lampião, o Sertão e Sua Gente, Editora Lua Nova, 2008.

LUA NOVA - luanovanovo@gmail.com

 

8) CURSO: Crítica da Economia Política: a era do capital, a ser ministrado pelo Prof. Dr. Daniel Puglia (DLM-FFLCH). Dias 26/8 e 2/9, das 14h30 às 18h30, sala 270 do Prédio de Letras.

O curso será aberto a professores da rede pública, alunos, funcionários da USP e ao público em geral.

Objetivo: Pretende-se discutir conceitos e obras do período em que a crítica da economia política amplia seu escopo de intervenção teórico-prática: os escritos sobre a guerra de secessão nos EUA publicados no New York Daily Tribune, a Primeira Internacional, O Capital, valor, dinheiro, mais-valia, mercadoria, a comuna de Paris, A Guerra Civil na França, as polêmicas com Bakunin e Lassalle, Crítica ao Programa de Gotha, Anti-Duhring e, por fim, as Teorias sobre a mais-valia.

Bibliografia: do capítulo “Vogt” até “Posteridade” do livro Marx: vida e obra, de Leandro Konder. Esse material será deixado para xerox na copiadora do Prédio de Letras, na pasta “Curso de Difusão 3”.

 

9) DEBATE sobre PRÉ-SAL E DESINDUSTRIALIZAÇÃO, com Plínio de Arruda Sampaio Jr., professor de Instituto de Economia da UNICAMP, e Ildo Sauer, professor do IEE/USP. Dia 31 de agosto próximo, às 17h, no Anfiteatro de Geografia da FFLCH/USP.

 

10) Lançamento, seguido de debate, dos livros O Craque de 1929 e a Grande Depressão da década de 30; A crise do capitalismo mundial: de Nova York a Pequim, com escala em Atenas; Islã histórico e islamismo político; O poder e a glória: crescimento e crise no capitalismo do pós-guerra (1945-2000); Da revolução industrial ao movimento operário: as origens do mundo contemporâneo, todos de autoria de Osvaldo Coggiola, Professor de História da FFLCH/USP. Data a ser definida e amplamente divulgada.

 

11) Peças do Mar em debate: Teledramaturgia e Cinema. Apresentação e discussão de duas adaptações teledramatúrgicas e uma cinematográfica das peças em um ato escritas entre 1914 e 1917: Rumo a Cardiff, Zona de Guerra, Longa Viagem de Volta pra Casa, Onde a Cruz está Marcada, de Eugene O”Neill, dramaturgo norte-americano (1888-1953).

Ao empreender a representação de proletários, marujos e estivadores – todos desprovidos de qualquer outro bem que não sua própria força de trabalho – a dramaturgia de Eugene O’Neill coloca em foco processos de utilização de mão de obra escrava no contexto do trabalho marítimo em pleno início do século XX e lida com importantes desafios sob o ponto de vista de sua representação cênica. Dia 16 de setembro de 2011, das 14 às 18h, na sala 261 do Prédio de Letras.

Estão disponíveis no Xerox as traduções de Rumo a Cardiff, Zona de Guerra, Longa Viagem de Volta pra Casa, Onde a Cruz está Marcada, na pasta da disciplina de pós “Teatro Moderno”, Profa. Maria Sílvia Betti.

 

12) CICLO DE ENCONTROS intitulado Ópera e Literatura: uma leitura intertextual. Série de quatro Encontros a cargo da doutora em Literatura Brasileira pelo DLCV, Anita de Moraes. Dias 27 de outubro e 03, 10 e 17 de novembro, das 14h às 16h, na sala 169 do Prédio de Letras.

Objetivo: Proporcionar uma breve introdução à ópera como gênero musical a partir do diálogo intertextual com obras literárias.

Público-alvo: comunidade USP, docentes das redes públicas de ensino e interessados em geral.

Período previsto de oferecimento: segundo semestre de 2011. Serão deixados na copiadora do prédio de Letras textos relativos às palestras.

Programa:

Palestra 1 (27/10) – Uma análise comparativa entre a ópera Don Giovanni, de Wolfgang Amadeus Mozart e Lorenzo da Ponte, e o texto dramático de José Saramago, Don Giovanni ou o dissoluto absolvido (2005), com exibição de cenas do vídeo produzido pela Royal Opera House (2008).

Palestra 2 (03/11) – O diálogo intertextual existente entre a ópera La Traviata (Giuseppe Verdi e Francesco Maria Piave) e o romance A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho, a partir da análise da personagem feminina, com exibição de cenas do vídeo produzido pela Royal Opera House (1994).

Palestra 3 (10/11) – A temática do amor traído e o sentimento de vingança em Norma (Vincenzo Bellini e Felici Romani) e o romance Senhora, de José de Alencar, com exibições do vídeo produzido pela Canadian Opera (1992).

Palestra 4 (17/11) – O diálogo intertextual existente entre a ópera Thais (Jules Massenet/L. Gallet) e o romance de mesmo título de Anatole France, a partir da abordagem da protagonista feminina.

 

13) PALESTRA ILUSTRADA: Teledramaturgia: origens no Brasil, histórico e visão de conjunto. A cargo do Prof. Ms. Flávio Luiz Porto e Silva (FAAP). Atividade programada dentro do Núcleo de Estudos Teatrais Décio de Almeida Prado, do Centro Ángel Rama, a cargo da Profa. Dra. Maria Sílvia Betti. Segundo semestre de 2011, em data a ser definida.

Objetivo: difundir o interesse de pesquisa sobre a teledramaturgia entre os alunos de graduação da FFLCH-USP.

Público-alvo: graduandos da FFLCH-USP.

 

14) Realização e registro videográfico de entrevistas com encenadores, dramaturgos e pesquisadores do teatro brasileiro contemporâneo. Atividade programada dentro do Núcleo de Estudos Teatrais Décio de Almeida Prado, do Centro Ángel Rama, a cargo da Profa. Dra. Maria Sílvia Betti.

Atividade a ser desenvolvida com pesquisa prévia realizada sob a supervisão da Profa. Dra. Maria Sílvia Betti com graduandos e pós-graduandos visando à constituição de um conjunto de registros videográficos que poderá ser compartilhado como material de pesquisa. Observação: atividade a ser iniciada assim que o Centro Ángel Rama concluir a aquisição do equipamento necessário.

Entrevistas a serem programadas:

Chico de Assis – dramaturgo, diretor, ator e formador.

Sílvio Zilber – ator, integrou o elenco do Teatro de Arena de São Paulo.

Izaías Almada – ator e historiador do teatro.

Dulce Muniz – atriz, integrou o elenco do Teatro de Arena de São Paulo, dirige o Núcleo do 184.

Tin Urbinatti – diretor do grupo Forja, ator, formador.

Objetivos: fomentar a pesquisa sobre a dramaturgia e o teatro brasileiro contemporâneo entre os alunos de graduação da FFLCH-USP.

Público-alvo: graduandos da FFLCH-USP.

 

15) PREPARAÇÃO E LANÇAMENTO DA REVISTA LÍNGUA E LITERATURA, números 29 (2007-2009) e 30 (2010-2011). A revista Língua e Literatura está, no momento, sob a coordenação do Prof. Eduardo Navarro, vice-diretor do Centro Ángel Rama. Lançamento previsto para outubro próximo.

 

16) CINECLUBE ÁNGEL RAMA: Exibição de It´s a Free World, de Ken Loach, e de uma pequena mostra dos filmes de Michael Moore, a cargo da doutoranda Cristiane Toledo Maria (FFLCH-DLM). A confirmar!

 

17) Contextualização, Discussão e Bibliografia do Auto dos 99% ou Como a Universidade Capricha no Subdesenvolvimento. Texto da equipe de redação do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes. Atividade de greve organizada pelo Núcleo de Estudos Teatrais Décio de Almeida Prado, do Centro Ángel Rama. Dia 29 de novembro, das 15h às 17h30, na sala 169 do Prédio de Letras.

 

18) PALESTRA A perseguição religiosa no Irã atual e a ação diplomática do Brasil e de outros países sul-americanos com relação a ela, a ser proferida por Neissan Monadjem, do Movimento Internacional Bahá’í. Dia 21 de outubro, às 11h30, na sala 107 do Prédio de Letras.

 

19) LEITURA DRAMÁTICA de PESADELO, dramaturgia de criação coletiva dos integrantes do Grupo Forja, com direção de Tin Urbinatti, e LANÇAMENTO da ANTOLOGIA PEÕES EM CENA. Na obra Peões em Cena, Tin Urbinatti narra a experiência teatral feita no Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo pelo Grupo de Teatro Forja, durante as grandes greves no período da Ditadura Militar. A edição reproduz entrevistas com os operários-atores, análises dos críticos sobre os espetáculos apresentados, repercussão dos trabalhos do Grupo de Teatro Forja dentro e fora do Brasil e, ainda, dois textos de criação coletiva do grupo: Pensão Liberdade e Pesadelo. O Grupo Forja, constituído por operários metalúrgicos do ABC, resistiu até meados de 1990 fazendo todo tipo de teatro, driblando a repressão dentro e fora das fábricas por meio da arte. Dia 17 de outubro, às 20h, na sala 212 do Prédio de Letras.

Haverá uma conversa com Tin Urbinatti e os atores após a leitura.

 

20) EXIBIÇÃO do filme Les sorcières de Salem (1957), adaptação cinematográfica da peça The Crucible (1953), de Arthur Miller, com roteiro de Jean-Paul Sartre. Dia 4 de novembro, às 14h, na sala 262 do prédio de Letras.

21) LANÇAMENTO de livros de autoria de Osvaldo Coggiola, professor do Departamento de História da FFLCH/USP, seguido de DEBATE.

 Livros: O Craque de 1929 e a Grande depressão da década de 30

            A crise do capitalismo mundial: de Nova York a Pequim, com escala em Atenas

            Islã histórico e islamismo político

            O poder e a glória: crescimento e crise no capitalismo do pós-guerra (1945-2000)

           Da revolução industrial ao movimento operário: as origens do mundo contemporâneo.

Dia 26 de outubro, às 18h, na sala 14 do Prédio de Filosofia e C. Sociais