Mulheres, tradução e mercado editorial: USP debate maternidade e trabalho de cuidado

Encontro internacional reúne pesquisadoras, tradutoras, escritoras e editoras para discutir gênero, cuidado e trabalho na produção e leitura de livros
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Redação
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A formação de leitores e o trabalho de cuidado, historicamente associados às mulheres, são alguns dos temas abordados pelo encontro – Foto: Magnific
A formação de leitores e o trabalho de cuidado, historicamente associados às mulheres, são alguns dos temas abordados pelo encontro – Foto: Magnific

O 6º Trema – Encontro Internacional de Mulheres, Tradução e Mundo Editorial será realizado entre os dias 23 e 25 de setembro, no MariAntonia – Centro Universitário da USP, que fica na Rua Maria Antônia, 258/294, na Vila Buarque, em São Paulo. As inscrições podem ser feitas neste link até 1º de setembro. As vagas são limitadas e possuem taxa de inscrição.

O tema desta sexta edição é maternidades, cuidado e trabalho (re)produtivo na tradução. A proposta é discutir as relações entre mundo editorial, gênero, tradução e trabalho de cuidado. O debate se amplia para incluir não apenas quem escreve, edita e traduz, mas também quem lê e atua na formação de leitores, atividades que, historicamente, têm sido desempenhadas majoritariamente por mulheres. Também serão discutidas experiências relacionadas ao cárcere, à maternidade, ao luto, à migração e à precarização do trabalho editorial e tradutório.

Entre as convidadas internacionais estão Emek Ergun, da University of North Carolina at Charlotte, nos Estados Unidos; Luise von Flotow, da University of Ottawa, no Canadá; Olga Castro, da Universitat Autònoma de Barcelona, na Espanha, e da University of Warwick, no Reino Unido; María Laura Spoturno, da Universidad Nacional de La Plata e do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet), na Argentina; e Prisca Agustoni, professora da Universidade Federal de Juiz de Fora, que desenvolve pesquisas sobre tradução, autotradução e criação em contextos culturais multilíngues. As atividades com participação de convidadas estrangeiras contarão com tradução simultânea para o português.

O encontro também contará com a participação de pesquisadoras, tradutoras, escritoras, editoras e artistas brasileiras, como Nina Rizzi, Julia Raiz, Fernanda Grigolin, Naylane Araújo Matos, Maria Teresa Mhereb, Maria Carolina Casati, Lívia Deorsola, Sheyla Miranda, Marina Darmaros, Maria Cecília Brandi, Janaína Teles, Luciana Gerbovic, Lilian Sais, Renata Cazarini de Freitas e Cecília Rosas, entre outras.

A programação será dividida em quatro eixos temáticos: Políticas do corpo, luto, dissidências, cárcere e migração; Trabalho de cuidado e precarização do trabalho editorial e tradutório; Paisagens editoriais, políticas editoriais, curadoria e bibliodiversidade; e Mediação de leitura e formação de leitores e leitoras.

No primeiro dia, 23 de setembro, a programação começa com a abertura do evento, seguida pelas conferências Maternidades suspendidas, encarceladas y traducidas: reflexiones a partir de la última dictadura en Argentina (1976-1983), de María Laura Spoturno, e Maternidade e infâncias roubadas durante a ditadura militar no Brasil, de Janaína Teles. O dia também terá uma mesa sobre escrita e publicação de obras relacionadas a perdas e lutos e conferências sobre tradução feminista, trabalho editorial e representações da maternidade na literatura.

No segundo dia, 24 de setembro, Emek Ergun apresenta a conferência Virginity in Translation: A Feminist Project of Rewriting Bodies Across Borders. A programação inclui ainda discussões sobre maternidade, exílio, leitura no cárcere e políticas feministas de tradução e leitura. À tarde, haverá uma mesa sobre gênero e maternidades na leitura, escrita e tradução e outra dedicada a Maria Lacerda de Moura, além da oficina Ateliê Aberto de Escrita – Maternidades e(m) Traduções, ministrada por Nina Rizzi.

O terceiro dia, 25 de setembro, começa com a conferência de Olga Castro, Tradución, xénero e precariedade diante da crise do capitalismo: alternativas feministas à economía neoliberal. Entre as atividades do dia estão debates sobre poesia experimental visual, maternidades e cuidado no percurso acadêmico dos estudos da tradução e condições de trabalho das tradutoras. A programação termina com um sarau conduzido por Nina Rizzi e convidadas.

O Trema é organizado pelo Grupo de Estudos, Pesquisa e Ação em Feminismos, Gênero e Tradução (Gretas), coordenado pela professora Luciana Carvalho Fonseca, do Departamento de Letras Modernas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Além de ter parceria com o Centro MariAntonia (Ceuma) e os Programas de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês (PPGELLI) e Letras Estrangeiras e Tradução (PPG-LETRA).

Serviço

Data: 23 a 25 de setembro
Local: Centro MariAntonia da USP – Rua Maria Antônia, 258/294
Inscrições: até 1º de setembro neste link
Valor: R$ 120 para o público em geral, R$ 90 para estudantes de graduação e/ou pós e pesquisadores e R$ 50 para professores da rede pública de ensino fundamental, médio e superior.
Vagas: limitadas
Realização: Grupo de Estudos, Pesquisa e Ação em Feminismos, Gênero e Tradução (Gretas)
E-mail: gretas.fflch@usp.br
Instagram: @tremausp

Programação completa:

Programação do VI TREMA
Programação do VI TREMA.

Texto publicado no Jornal da USP: https://jornal.usp.br/diversidade/mulheres-traducao-e-mercado-editorial-usp-debate-maternidade-e-trabalho-de-cuidado/