Primeiro Simpósio Internacional de Estudos Japoneses e Nipo-Brasileiros no Brasil aborda herança e cultura japonesa na USP

Simpósio tem como objetivo valorizar as atividades de pesquisa da área de Estudos Japoneses e Nipo-Brasileiros
Por
Ana Julia Oliveira e Maria Fernanda Friano
Data de Publicação
Editoria
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- Da esquerda para a direita: Lusine Yeghiazaryan,Carlos Eduardo Pellegrino, Hiroki Otani, Adrián Fanjul, Yoriko Suzuki, Carlos Eduardo Ambrósio, Masumi Imai, Leiko Matsubara (Foto: Juliana Morais / Serviço de Comunicação Social FFLCH USP)  

No dia 31 de agosto, foi aberto o primeiro Simpósio Internacional de Estudos Japoneses e Nipo-Brasileiros no Brasil, o evento comemora os 30 anos do Programa de Pós-Graduação em Língua, Literatura e Cultura Japonesa da FFLCH. O Simpósio aconteceu entre os dias 31 agosto e 2 de setembro na Casa de Cultura Japonesa.

O Simpósio contou com uma programação extensa, como uma conferência sobre linguagem decolonial anti racista, exposição de Ikebana, mesa sobre a herança cultural japonesa no Brasil, conversa sobre literatura japonesa, apresentação de pôsteres e oficina sobre a estruturação de aulas de língua japonesa. As atividades foram conduzidas por convidados e professores do Departamento de Letras Orientais.  

Para iniciar as atividades do Simpósio foi realizada uma Cerimônia de Abertura, onde participaram a professora Lusine Yeghiazaryan, chefe do Departamento de Letras Orientais; Prof. Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, Pró-reitor Adjunto de Pesquisa e Inovação; Hiroki Otani, Reitor da Universidade de Shimane; Yoriko Suzuki, Cônsul geral do Japão em São Paulo; Carlos Eduardo Ambrósio, Pró-Reitor de Pós Graduação; Adrian Fanjul, Diretor da FFLCH; Masumi Imai, Diretora da Fundação Japão e a Profa Dra Leiko Matsubara Morales, Coordenadora do PPG-LLCJ e Presidente da Comissão Organizadora.

A professora Lusine iniciou as falas exaltando os 30 anos do programa de Pós-graduação em Estudos Japoneses. “Que esse Simpósio seja um momento de encontros e de renovação. Que possamos fortalecer as relações entre Brasil, Japão, América Latina e outras regiões do Sul global” agradeceu a docente.

A cerimônia de abertura seguiu com Masumi Imai, que falou sobre a contribuição da FFLCH nos estudos de língua japonesa do país ao longo de 63 anos do curso de graduação em japonês da FFLCH. A diretora da fundação Japão afirmou que a importante trajetória acadêmica da FFLCH na área, e a realização do Simpósio é resultado do grande empenho e dedicação de todo Departamento de Letras Orientais e colaboradores do evento. 

Carlos Eduardo Pellegrino falou em nome da Pró-Reitoria de Pós Graduação, e ressaltou a importância da realização do Simpósio, parabenizando o Departamento pelos 30 anos do programa e pelas contribuições de pesquisas acadêmicas realizadas. Além disso, o Pró-Reitor Adjunto de Pesquisa e Inovação reforçou que o Programa de Pós-Graduação em Língua, Literatura e Cultura Japonesa da FFLCH é o único programa da América Latina dedicado totalmente à formação de pesquisadores e docentes em estudos japoneses.
 

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Foto:Juliana Morais / Serviço de Comunicação Social FFLCH USP      

Hiroki Otani e Yoriko Suzuki também parabenizaram a FFLCH pela realização do evento. “30 anos são feitos de muita história, são anos de trabalho, dedicação e, certamente, muitos desafios. São também anos de encontros, descobertas e trajetórias compartilhadas. Ao longo deste caminho, muitas pessoas ajudaram a construir esse programa que celebramos hoje” afirmou a cônsul geral do Japão em São Paulo. 

A cerimônia de abertura foi encerrada com as falas de Leiko Matsubara e Adrián Fanjul. O diretor da FFLCH concluiu a mesa ressaltando a importância das relações acadêmicas entre a Faculdade, além de ter assinado um convênio com a Universidade de Shimane. 


Parceria FFLCH x Shimane

À tarde, a FFLCH recebeu a visita de Hiroki Otani, reitor da Universidade de Shimane, no Japão. A reunião, realizada na sala da diretoria da Faculdade, teve como objetivo renovar o convênio da Faculdade com a instituição japonesa, no âmbito da pós-graduação em nível de mestrado. Durante o encontrou, falou-se sobre a possibilidade de ampliar o convênio para o nível de doutorado também. 

Otani afirmou que atualmente, cerca de 3.600 brasileiros vivem em Shimane, e não pretendem voltar. Por isso, precisam de assistência, não só para se adaptar à língua e à cultura, mas também para terem acesso a um estudo de qualidade. Para o reitor, é muito importante firmar parceria com uma instituição de excelência como a USP, para que esses brasileiros tenham a oportunidade de voltar para o país, dessa vez como intercambistas. 

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Foto: Gabriela César / Serviço de Comunicação Social FFLCH USP                                                                                                                                       

Além de Hiroki Otani, estiveram presentes na reunião Adrián Fanjul, diretor da FFLCH, Eliza Atsuko Tashiro Perez e Leiko Matsubara Morales, professoras do Departamento de Letras Orientais, Regina Celi Sant Ana, chefe do Serviço de Pós-graduação, e Vivian de Castro, chefe do Serviço de Relações Internacionais da FFLCH.