ChatGPT e ideologia: o “bot” é capaz de nos manipular?

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Nome do veículo
Jornal da USP
Resumo

“Olá! Eu sou apenas um programa de computador desenvolvido pela OpenAI e não tenho opiniões, crenças, sentimentos ou afinidade com qualquer ideologia. Eu sou projetado para fornecer informações imparciais e objetivas, além de responder às suas perguntas com base no conhecimento que fui treinado. Minha função é ajudar a fornecer informações e esclarecimentos, mas não tenho a capacidade de tomar partido, ter preferências pessoais ou emitir julgamentos de valor.”

O simpático parágrafo anterior foi produzido pelo famigerado ChatGPT, em resposta a um questionamento sobre suas preferências ideológicas. Como muitos usuários já puderam comprovar, o robô afirma – sempre que possível – sua dita imparcialidade, seu amor aos dados, sua objetividade diante do mundo. Para um leigo em questões de linguagem (ou de filosofia, ou de política), a utopia pode soar real: uma vez que o chat não é um ser humano, por que ele seria movido por paixões, vontades ou ideologias? O que impediria nosso oráculo digital de produzir textos que não sejam contra, nem a favor, muito pelo contrário? Por que ele não seria capaz de nos fornecer a verdade, nada mais que a verdade?

Nome do(a) professor(a) e/ou pesquisador(a)
Henrique Braga e Marcelo Módolo
Departamento do(a) professor(a) e/ou pesquisador(a)
Letras Clássicas e Vernáculas