Ao analisar os últimos acontecimentos em curso no país, como "a intervenção agressiva do governo americano para forçar decisões do judiciário brasileiro em favor da mais medíocre figura que a direita brasileira já produziu", o tarifaço imposto pelo governo Trump ao Brasil, o envio de forças militares dos EUA para a América Latina e a divulgação da troca de áudios e mensagens entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia, e Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, interceptados pela Polícia Federal, o sociólogo José de Souza Martins não usa meias palavras:
"Estamos numa fase de crise de ruptura do pacto subjacente ao fim da ditadura militar com a eleição indireta de Tancredo para a Presidência da República no dia 15 de janeiro de 1985. Estamos vivendo o fim da era de transição aberta nessa data. Ou o país dá um passo à frente, impossível na permanência da polarização pendular entre direita e esquerda, ou o país recua no que será uma derrota da luta democrática no país. Nesse caso, uma outra era está começando. Uma era de recuos e incertezas num país que não está preparado para enfrentá-los".