Uma foto retrata jovens, em sua maioria, negros e periféricos, do bairro Detran, periferia do Recife. O cartaz que um dos jovens segura, a posição de braços cruzados que outros ostentam e rostos que mostram muita seriedade, com alguns inclusive com os braços para trás e posição de “soldado”, conforma uma cena que poderia ser interpretada como um protesto por melhorias de condições sanitárias em uma favela, algo que já se tornou corriqueiro nas cidades brasileiras, uma vez que cerca de 25% da população brasileira ainda vive sem saneamento básico segundo dados do Censo de 2022 divulgados pelo IBGE. Mas é o contrário – ou pode ser uma nova forma de protesto -, o que estamos vendo são jovens que, diante do descalabro de ainda convivermos com esgoto a céu aberto, transformam este point num bar. O absurdo é habitável. E, além disso, ainda conseguem utilizá-lo como trampolim para ascensão social, como veremos mais à frente.
“Gera Bactéria”: a desigualdade que vende quando a exclusão vira espetáculo
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Nome do veículo
Nexo Jornal
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Resumo
Nome do(a) professor(a) e/ou pesquisador(a)
Eliane Firmino
Departamento do(a) professor(a) e/ou pesquisador(a)
Sociologia