O Dicionário Português-Chinês (DPC), de Michele Ruggieri, é a primeira obra lexicográfica entre uma língua europeia e o chinês. Compilado entre 1579 e 1581 em Macau e Zhaoqing, na China, o DPC é uma fonte lexicográfica pouco explorada para a língua portuguesa desse período (Song, 2025; Zhu e Araujo, 2025). Embora Ruggieri tenha se inspirado no Dictionarium ex Lusitanico in Latinum Sermonem de Jerónimo Cardoso, ele adicionou e removeu centenas de entradas da lista de Cardoso. Seguindo a edição do DPC de Zhu (2026), selecionamos todas as entradas ausentes em Cardoso (1569) e as comparamos aos dados de quatro dicionários etimológicos da língua portuguesa (Bluteau, 1712–1728; Cunha, 1982; Houaiss, Villar & Franco, 2001; Priberam, 2008–2026). Portanto, o objetivo deste trabalho é comparar o DPC com a literatura para identificar o registro escrito mais antigo conhecido, de cerca de 50 palavras, visto que a literatura atual afirma que tais vocábulos: (a) não possuem datação; (b) possuem datação posterior ao DPC; (c) possuem datação imprecisa ou genérica. Nesta apresentação, discutiremos os resultados de nossa pesquisa e apresentaremos um novo conjunto de itens do terminus a quo.
A contribuição do primeiro Dicionário Português-Chinês para novas datações de léxico do português
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E-mail
maeviaro@usp.br
Docente responsável pelo evento
Mário Eduardo Viaro
Local do evento
Biblioteca Florestan Fernandes - Av. Prof. Lineu Prestes, travessa 12, 350 - Cidade Universitária - São Paulo-SP
Auditório / Sala / Outro local
sala 261 do Prédio de Letras da FFLCH (edifício Prof. Antonio Candido (Av Prof. Luciano Gualberto, 403 - Cidade Universitária/ Butantã - São Paulo/SP).
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