Uma mudança social desejada, dentro de um regime ditatorial onde as liberdades não existem e os representantes da cultura
oficial estão longe dos anseios de seu povo. Os autores modernos mostram que a mudança e a renovação dependem, muitas vezes, da continuidade, transferência e reorganização de manifestações de uma consciência artística histórica e social já existente. Obras fundamentais da cultura são objeto de apropriações, pois fazem parte de um repertório coletivo da chamada sociedade de massas. La Renaixença catalana, La Movida e a abertura com a chegada da democracia.
As décadas de 1960 e 1970 foram palco de um dos movimentos socioculturais mais significativos do século XX, os jovens foram
promotores e protagonistas de novas tendências que iam desde o ativismo político, vanguardas artísticas, chegando ao
questionamento aberto ou a rejeição das convenções sociais estabelecidas. Na Espanha dominada por um ditador durante
quatro décadas tivemos La Movida, promotora da abertura política que possibilitou a chegada da democracia. Entender
este movimento e discutir sua amplitude, na cultura ibérica, é o objetivo deste curso.