Pró-reitores da Universidade Estadual de Roraima visitam a FFLCH

O objetivo do encontro, realizado no prédio da Administração, foi conhecer o funcionamento das atividades acadêmicas e administrativas da Faculdade para auxiliar no processo de reestruturação da universidade roraimense
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Eliete Viana
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A diretora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Maria Arminda do Nascimento Arruda, recebeu no final da tarde de quinta-feira, dia 21 de março, dois dirigentes da Universidade Estadual de Roraima (UERR): o pró-reitor de Ensino e Graduação, Sergio Mateus; e o pró-reitor de Planejamento e Administração, Alvim Bandeira. Eles estão visitando a USP para conversar sobre o funcionamento das atividades acadêmicas e administrativas. 

“Estamos aqui para ouvir a sua experiência”, declarou Mateus no início do encontro. Segundo ele, as informações servirão para pensar o processo de reestruturação da universidade roraimense pelo primeiro reitor eleito, Regys Freitas, o que inclui a criação de novos cursos, faculdades e captação de recursos. 

Além da FFLCH, desde segunda-feira, dia 18, os pró-reitores já estiveram na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE), Faculdade de Medicina (FM); Escola de Enfermagem (EE); Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH); Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA); além das Prefeituras do Campus USP da Capital (localizada na Cidade Universitária) e da Área Capital-Leste (na EACH). E, nesta sexta-feira, visitaram a Faculdade de Direito da Universidade.
 

diretora FFLCH e pró-reitores UERR
A diretora Maria Arminda entre os pró-reitores da UERR: de Planejamento e Administração, Alvim Bandeira (à esquerda), e o de Ensino e Graduação, Sergio Mateus - Foto: Johin Feng Suen / STI-FFLCH


Desafio e inovação 

Maria Arminda destacou que é um grande desafio estar na direção de uma Unidade tão grande como a FFLCH, “que tem porte de uma universidade”, referindo-se ao número de alunos na graduação e pós-graduação, que somados são quase 12 mil estudantes, e o número de 16 habilitações oferecidas no curso de Letras.

Sobre criação de um novo curso, a diretora comentou que “pensaria em um grande curso de Humanidades”, no qual os alunos de História poderiam fazer disciplinas de Letras também e ao final do curso o aluno escolheria uma área. 

“Façam uma coisa nova, vocês têm oportunidade, o mundo está mudando”, ressaltou Maria Arminda. Para ela, “a grande vantagem de um curso novo é poder inovar, buscar novos caminhos, o que é mais fácil implementar em universidades que têm menos tempo de fundação”.

Desenvolvimento 

Segundo o pró-reitor de Ensino e Graduação, o que a diretora apresentou vai ao encontro do pensamento deles, o qual é “criar um curso de Ciências Humanas” e depois de sua conclusão ofertar aos seus formandos uma especialização em uma área específica. Além disso, estão estudando criar uma Faculdade de Educação voltada para a formação do professor.  “A ideia é que ao melhorar a universidade, a gente possa desenvolver o Estado de Roraima também”, apontou.

Sobre o desenvolvimento do Estado, Maria Arminda, que é socióloga, lembrou do papel da universidade pública para a realização de uma educação mais inclusiva na região e também que a formação de um professor de Matemática deve conter etnologia, devido à grande presença indígena em Roraima, por exemplo. 

Observações que o pró-reitor concordou. “Em Roraima, não temos como pensar em uma educação mais inclusiva sem pensar em educação a distância, pois há lugares muito difíceis de chegarmos fisicamente”. Além disso, falaram sobre a captação de recursos e da existência de fundações em algumas unidades da USP, o que não existe na FFLCH.  

Para finalizar, os dirigentes convidaram a diretora para visitar o Estado e conhecer a universidade, além de colocarem a UERR à disposição também dos docentes da FFLCH que tiverem projetos para implantar em Roraima. Maria Arminda, que não conhece o Estado do Norte, agradeceu o convite e disse que seria um prazer concretizá-lo.   

UERR 

A universidade roraimense foi criada em 2005 e, na ocasião, incorporou outros institutos de ensino existentes vinculados ao Estado. Atualmente, tem 23 cursos de graduação (entre eles quatro dos cinco cursos da FFLCH: Filosofia, Geografia, História e Letras) e 9 de pós-graduação, nos quais estão matriculados 958 alunos, possui 236 professores e está presente em 15 localidades, incluindo áreas de assentamento e comunidades indígenas – entre campi, núcleos e salas descentralizadas.