Professor Jorge Luís da Silva Grespan falou sobre como vivemos “uma época marcada pelo intenso progresso técnico, mas também por uma crise profunda”

Ontem, 6 de março, aconteceu a Aula Magna de 2024 da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. O evento foi ministrado pelo professor Jorge Luís da Silva Grespan, docente do Departamento de História da USP há mais de 39 anos.
A vice-diretora da FFLCH, Ana Paula Megiani, apresentou e narrou a trajetória de Grespan. O professor é formado em Filosofia e História e desenvolveu trabalhos de crítica de economia política, no campo das crises econômicas, estudos do marxismo no século 20 e no campo da dialética de Marx e Hegel.
A vice-diretora ainda mencionou como Grespan é reconhecido no meio acadêmico: “Nunca vou deixar de lembrar que quando eu era coordenadora da Graduação, nós sempre precisávamos procurar uma sala grande, porque na sala do Jorge nunca cabia o grande público que ele atraia e recebia”.

Após a apresentação de Megiani, Grespan saudou tanto os alunos ingressantes de 2024 quanto os veteranos e colegas professores presentes. O professor ainda agradeceu a Congregação e a Diretoria da FFLCH pela honra de poder ministrar a aula inaugural dos cursos de graduação. “Para mim, essa é uma honra muito bem-vinda porque esta aula será também minha última aula como professor dos cursos de graduação da USP”, afirmou o docente, que irá se aposentar neste ano.
O professor abordou as relações entre a história da FFLCH e as condições sociais, políticas, econômicas que as alunas e alunos ingressantes de 2024 se encontram: “o nosso tempo”. De acordo com ele, “trata-se de uma época marcada pelo intenso progresso técnico, mas também por uma crise profunda”.
O docente especificou três pontos importantes que vivemos nesse tempo: “a preocupação crescente com o futuro do Planeta Terra, ameaçado por inúmeros desastres ambientais; a percepção correta de um aumento significativo da desigualdade social em praticamente toda parte do mundo com um número cada vez maior de pobres e de pobres cada vez mais pobres; e uma piora na qualidade de vida das pessoas, com o aumento de horas trabalhadas, redução de salários e outros rendimentos, aceleração vertiginosa do ritmo de trabalho da vida em geral, levando um número crescente de pessoas a uma situação de stress e Burnout”.
Além desses tópicos, Grespan abordou outros assuntos relacionados com a temática. Veja abaixo a aula inteira: